Milton Alves Júnior
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Feirantes e clientes que frequentam semanalmente o Mercado Albano Franco voltaram a solicitar junto à Prefeitura de Aracaju uma intensificação no serviço de higienização em todos os setores do espaço, inclusive na parte externa. Conforme denúncia de alguns vendedores, apesar de uma limpeza ser frequentemente promovida pela Emsurb – Empresa Municipal de Serviços Urbanos -, a proliferação de insetos e ratazanas continua ocorrendo e preocupando aqueles que necessitam exclusivamente do mercado para comercializar produtos alimentícios. Além dos problemas higiênicos, a população reclama ainda de possíveis irregularidades na estrutura do telhado, banheiros, frigoríficos e na segurança do mercado. Tráfico de drogas, prostituição e pequenos furtos continuam atormentando os aracajuanos.
Para o comerciante José Antônio dos Santos, que trabalha no mercado há 17 anos, o prefeito João Alves Filho deveria reunir todos os órgãos relacionados a segurança, obra e limpeza, e promover uma reforma geral no mercado. Segundo ele, há mais de um ano nenhuma ação em conjunto é viabilizada no Albano Franco. "A última vez que teve uma ação em conjunto aqui foi no início do ano passado quando fecharam o mercado por mais de dois dias e tiraram 22 toneladas de lixo. O Ministério Público está vistoriando as feiras livres e exigindo melhorias. Quando chegarem aqui irão encontrar tanta coisa errada", disse.
Questionado quanto ao problema mais em evidência no mercado, José Antônio alegou a falta de higienização. Compartilhando com a lamentação do vendedor de ração, a comerciante Maria Edileuza enalteceu que casos de tráfico e prostituição não competem aos vendedores buscar soluções imediatas a fim de não constatar prejuízos nas vendas. Para ela "esses problemas não atrapalham no nosso faturamento porque eles nos respeitam muito. Isso é caso de polícia e assistentes sociais, não nosso. Já a limpeza, se a Emsurb não ajudar a gente, isso aqui se transformará em um reduto de nojeira". No início desse ano, após os comerciantes registrarem redução de 10% nas vendas, a prefeitura decidiu iniciar a uma serie de mutirões de limpeza.
Apesar de se tratar de uma excelente iniciativa onde todas as segundas-feiras os frigoríficos, corredores e departamento de pescados eram higienizados, os consumidores alegam que essa ação deixou de ser promovida conforme previsto no início do ano. Preocupada, a professora aposentada Suely Machado disse que ainda permanece comprando no local em decorrência de conhecer há vários anos o trabalho de alguns fornecedores. "Há pelo menos seis anos compro meus alimentos a uma única pessoa. Compro por encomenda e quando chego aqui está tudo reservado e bem protegido. A prefeitura começou bem, mas de junho pra cá fiquei sabendo que a limpeza nas segundas não é mais realizada como nos cinco primeiros meses desse ano", afirmou.
Procurada pelo Jornal do Dia, a direção da Emsurb, através da assessoria de comunicação, informou que a interrupção do processo de higienização realizada todas as segundas não passa de ‘boato’. "A higienização do Mercado Municipal Albano Franco é realizada nos dias de domingo à tarde na área de hortifruti e bares e nos dias de segunda-feira, também à tarde, nos setores de carnes e pescados com o auxílio de um caminhão pipa. A dedetização de manutenção é executada diariamente de forma alternada também no Mercado Thales Ferraz e Antônio Franco. E atrelado a esta iniciativa a Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb) está desenvolvendo uma capacitação para feirantes e comerciantes que atuam nos Mercados Centrais com a realização do Curso Implantação Orientada para Feirantes. A ação busca o treinamento dos profissionais que lidam com a venda de alimentos em feiras livres e mercados".


