Estudantes e professores do Colégio Estadual Presidente Castelo Branco, localizado no bairro Industrial, zona Norte de Aracaju, realizaram na manhã de ontem uma manifestação para cobrar do governo melhorias na unidade de ensino.
De acordo com os manifestantes, a escola está sem professores suficientes, funcionários administrativos e executores de serviços básicos na quantidade adequada para suprir as necessidades de funcionamento da unidade. A comunidade escolar também reclama da falta de segurança.
"Infelizmente a escola não apresenta condição de funcionamento e continua enfrentando um abandono histórico de vários governos. Um exemplo disso é a oferta de profissionais para lecionar nas turmas. Está faltando professores para várias disciplinas como espanhol, arte, inglês e matemática. Neste último caso, muitos alunos estão sem aula desde o ano passado", relata Jorielton Oliveira, presidente interino da União Sergipana dos Estudantes Secundaristas (USES).
Ainda de acordo com ele, também faltam profissionais que organizam a rotina da escola como funcionários administrativos, merendeiros e o pessoal da limpeza. "O colégio só conta hoje com um funcionário para fazer a higiene de todo o prédio", revela o estudante.
O Colégio possui 19 salas de aula, biblioteca, sala de informática, sala de vídeo, laboratório de ciências, sala de artes, auditório, secretaria, sala de coordenação/supervisão/professor, sala de diretor, sala do Grêmio Estudantil, refeitório, depósito da merenda, cantina, depósitos, arquivo, e quadra de esportes, além de um amplo pátio.
Em nota, a Secretaria de Estado da Educação (Seed) informou que até o dia 4 de setembro o quadro de professores do Colégio Estadual Castelo Branco estará totalmente completo e que os professores aprovados no último concurso do magistério já começaram a ser lotados na escola. Com relação à falta dos demais servidores, a educação reconhece que existe uma demanda desses profissionais no quadro de funcionários da rede estadual e informa que o governo já está analisando a possibilidade de efetuar um processo seletivo simplificado para contratação de vigilantes, merendeiras e executores de serviços básicos.
A direção do órgão também informou que preocupado com a segurança no entorno das escolas da rede estadual, o secretário Belivaldo Chagas, em abril passado, se reuniu com a cúpula da Secretaria de Segurança Pública para solicitar reforço da ronda policial nas imediações das unidades de ensino que estão em localidades vulneráveis.


