Moradores protestam e interditam ruas em diversos bairros

No Siqueira Campos, a chuva causou prejuízos e muitas famílias do bairro perderam móveis que foram inundados com o transbordamento dos canais. No Inácio Barbosa e Eduardo Gomes as chuvas motivaram protestos da população, que também enfrentou dificuldades para drenar o grande volume de água.

Uma das situações mais críticas foi no Conjunto Lourival Batista, na zona oeste de Aracaju, onde os moradores acordaram com a invasão das águas nas residências. Eles bloquearam o acesso a rua Rio Grande do Sul, na manhã de ontem, com queima de móveis que foram destruídos durante a madrugada pelas águas das chuvas que invadiram várias residências. O protesto foi motivado pela falta de saneamento da localidade, que vêm causando uma série de transtornos à população.

A chuva inundou quase todo o bairro, destruindo móveis. As águas alcançaram até 2 metros de altura.  Indignados com a situação, moradores fizeram uma barricada interrompendo o acesso à via do bairro. Os poucos móveis que sobraram foram colocados em frente as casas e queimados. Os prejuízos eram incalculáveis.  

No Jardim Esperança, no Inácio Barbosa, as ruas foram bloqueadas pelos moradores.  A população usou tapumes para impedir a passagem dos carros e cobrou obras de saneamento no local. Perto dali, a comunidade do Conjunto Orlando Dantas, na zona sul de Aracaju, também teve uma manhã de segunda-feira de muito trabalho para tirar a água e a lama das casas, mas o pior problema foi nas ruas. "Quando chove os problemas ficam mais evidentes a exemplo de três fossas estouradas que vêm representando risco à saúde dos moradores. O cheiro está insuportável, sem falar na imundície que fica exposta prejudicado os moradores. Cobramos providências", disse o morador e presidente do Fórum em Defesa do Bairro São Conrado, Edjan Cruz.

No Rosa Elze, a população também protestou contra as condições de saneamento e situação deixada pelas chuvas. Logo cedo, os moradores do bairro Capucho interditaram a principal via de acesso à Rodoviária Nova. Eles chamaram a atenção da população para a situação de abandono do local. Houve queima de pneus. O tráfego foi interrompido gerando momentos tensos na área. Os protestos provocaram um longo congestionamento e atrasos para quem esperava transporte ou ficou impedido de trafegar pelo local.

No Coqueiral, nas proximidades do Porto Dantas, a população interditou as ruas. Em frente a Rodoviária Nova, também, houve protestos. Segundo informações da Defesa Civil, duas famílias tiveram que sair das casas por causa das inundações. O dia foi de alerta para o órgão, que monitorou as áreas de risco durante todo o dia.

Outra situação aconteceu no bairro 13 de Julho, onde vários carros ficaram submersos. Alguns condomínios tiveram os estacionamentos invadidos pelas águas, que também invadiram diversas casas naquela localidade.

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