FAMÍLIAS ESPERAM PAGAMENTO DO AUXÍLIO MORADIA

Milton Alves Júnior
miltonalvesjunior@jornaldodiase.com.br

Moradores da invasão do bairro 17 de Março continuam aguardando um novo encontro com representantes da Prefeitura de Aracaju e da Defensoria Pública a fim de cobrar o repasse de auxilio moradia para as mais de 100 famílias desabrigadas no início desse ano. Na semana passada foi realizado um debate técnico entre os gestores e ficou acordado que ainda nesse mês de novembro ambos os lados envolvidos iriam se reunir no Complexo Administrativo Prefeito José Aloísio de Campos, sede do governo municipal. Sem saneamento básico, segurança e assistência médica de boa qualidade, as famílias permanecem reunidas em um espaço onde o prefeito João Alves Filho pretendia, ou pretende construir uma praça.

Sem uma resposta da prefeitura, os invasores reclamam de uma possível falta de atenção por parte do poder público e alegam passar semanalmente por problemas de saúde. De acordo com a catadora de alumínio Maria Antônia Santos, depois da ação judicial que exigia a reintegração de posse, nenhum gestor esteve no local se mostrando interessado em debater melhorias junto aos invasores. "Eles nunca chegaram aqui pra conversar, muito pelo contrário. O que mais a gente ouve é que os tratores vão chegar aqui de madrugada e derrubar nossos barracos. Infelizmente não foi isso que os vereadores e o prefeito falaram pra gente no ano passado", afirmou.

Compartilhando com as declarações de Maria, o taxista Edvaldo Bispo lamentou a falta de solução para os problemas. Segundo ele, assim que a prefeitura iniciar o repasse do auxílio moradia, muitos dos atuais problemas serão solucionados e cada dono de família estará capacitado financeiramente para procurar um lar mais aconchegante. "A gente não tem dinheiro pra pagar aluguel, se tivesse a maioria já tinha saído daqui. Por mais que esse dinheiro do auxílio seja pouco, vai ajudar muito a gente. O dinheiro que eu tiro no lotação é pra pagar o aluguel do carro e pra botar comida dentro do barraco", disse.

Apesar dos apelos dos moradores, o coordenador do Núcleo de Bairros da Defensoria Pública, Alfredo Nikolaus, garantiu que a Defensoria Pública está engajada no pleito popular e afirmou esperar uma nova data a ser agendada pela prefeitura. Para ele é necessário um encontro envolvendo gestores públicos, representantes da defensoria e da Associação de Moradores da Zona de Expansão. Ainda de acordo com Nikolaus, até o final da tarde de ontem nenhuma nova data havia sido apresentada pela prefeitura. A perspectiva, por parte da defensoria, é que já no próximo encontro os integrantes da reunião, exceto os moradores do 17 de Março, também debatam a atual situação vivenciada pelos invasores do edifício abandonado na esquina da rua Capela com a Praça da Catedral, Centro da capital.

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