Criança foi agredida dentro de escola de Itabaiana

Milton Alves Júnior
miltonalvesjunior@jornaldodiase.com.br

Mais uma criança é vítima de violência dentro de uma instituição de ensino, e coordenadores tentam ‘abafar’ o caso para que não seja noticiado na imprensa sergipana. O segundo caso em menos de uma semana ocorreu na Escola Municipal Iana Carvalho Monteiro, município de Itabaiana, e já mobiliza conselhos educacionais e peritos da Delegacia Regional da cidade serrana. Segundo denúncias dos pais, a direção da escola entrou em contato com os responsáveis informando que o menino de idade não revelada se queixava de fortes dores no ouvido. Já na respectiva residência, a mãe da criança percebeu que a vítima possuía grande sangramento nas proximidades do ânus.

Desesperados com a cena, os pais levaram o garoto para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e buscaram maiores esclarecimentos por parte da direção da escola e professores. De acordo com a mãe, que preferiu não divulgar o nome a fim de se precaver de possíveis represálias, a falta de estrutura pedagógica contribuiu para que o filho se tornasse presa fácil para agressores. "O pior é saber que a própria Secretaria de Educação do Município queria que a gente não fosse denunciar esse problema. Com tanta agonia que a gente está passando ainda teve gente dizendo que a culpa é nossa. Isso é o que mais dói por dentro porque cuidamos dele com o maior cuidado", declarou.

Ao ser consultado no setor de urgência, o garoto foi submetido a uma pequena cirurgia onde foram aplicados seis pontos na região do sangramento. Em conversa com os pais, a criança teria alegado que um colega de escola de maior idade e tamanho teria o agredido com um pedaço de madeira. Na esperança de justiça, o pai informou que não tem receio de perseguições e vai dar sequência com o caso até que o agressor seja identificado e os responsáveis devidamente punidos. "Disseram que na hora que identificaram a situação tinham cinco pessoas na escola e ninguém viu nada. Queremos justiça, só isso que pedimos. Como é que uma escola não tem educação e segurança de qualidade?", indagou.

Segundo a secretária Maria do Carmo Mendonça, até a criança reclamar de dores no ouvido nenhum sinal de anormalidade foi registrado pelos professores e demais servidores da escola. Para ela, o necessário no momento é aguardar o resultado do trabalho de investigação realizado por técnicos peritos. "Ouvimos as duas partes e vamos acompanhar bem presencial passo a passo dessa investigação. A secretaria não vai ficar omissa a nada, vamos ajudar na medida do possível para entender e esclarecer o que realmente ocorreu", afirmou. Em virtude da gravidade, a família informou que pretende impetrar uma ação judicial contra o município de Itabaiana.

Após ser atendida na UPA regional, a criança foi encaminhada para a Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, em Aracaju, onde foi submetida a exames de corpo e delito. Pelo conselheiro tutelar Josivaldo Francisco foi informado que após estudar o boletim médico, foi descartada qualquer possibilidade de estupro. Conforme indicativos do relatório emitido pela maternidade a lesão aconteceu na parte externa do ânus.

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