Gabriel Damásio
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O avião da Força Aérea Brasileira (FAB) que levou o corpo do governador Marcelo Déda desembarcou às 16h40 de ontem na Base Aérea de Salvador (BA). O voo que partiu de Aracaju durou mais de 30 minutos e estava com cerca de 28 passageiros, entre parentes, amigos mais íntimos, autoridades sergipanas, o governador baiano Jacques Wagner (PT), a viúva Eliane Aquino e os cinco filhos de Déda. Após ser retirado da aeronave por uma guarda de honra formada por soldados do Destacamento de Polícia da Aeronáutica, o caixão foi levado diretamente para o crematório do Cemitério Jardim da Saudade, no bairro de Brotas.
Antes da cremação, houve uma cerimônia religiosa que durou cerca de uma hora e foi marcada pela emoção de todos que acompanharam. Líderes importantes da política baiana, como os senadores Walter Pinheiro (PT) e Lídice da Mata (PSB) também prestaram sua homenagem. Wagner foi um dos que discursaram. "Marcelo era uma grande pessoa que deixa um legado e marca uma história. É um momento muito triste, uma despedida, mas sabemos que tem uma estrela brilhando no céu. Déda também tinha uma caminhada política que fazia como um sacerdócio. Fará muita falta e deixa um exemplo para todos os gestores de hoje. A gente homenageia ele aprendendo um pouco do que ele foi", disse.
A cremação foi um pedido do próprio governador e teve de ser feita em Salvador porque Aracaju ainda não dispõe de um crematório próprio. Na ocasião em que agradeceu ao carinho demonstrado pelo povo, Eliane Aquino afirmou que "não imaginava que as homenagens seriam tão grandes e tão bonitas" e confirmou que o destino das cinzas de Marcelo Déda está definido. Uma parte ficará guardada com a família, outra será jogada nas águas do Rio Sergipe e outra será colocada em duas árvores plantadas pelo casal no Parque da Sementeira (zona sul), em frente ao condomínio onde o governador morava. As cinzas serão trazidas de volta à Aracaju assim que ficarem prontas, em um prazo de cinco dias.


