Gabriel Damásio
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Mais uma unidade bancária foi destruída criminosos em Sergipe. Desta vez, o alvo foi o Ponto Banese situado no centro de Muribeca (Baixo São Francisco), cujos caixas eletrônicos foram explodidos por volta da 1h30 de ontem. O crime foi praticado por quatro homens que, segundo testemunhas, estavam armados com fuzis e usaram um veículo Corsa de cor preta. Além de arrombar os caixas, o impacto da explosão destruiu o teto e todas as janelas e divisórias do imóvel. As paredes do ponto bancário e de duas casas vizinhas também ficaram avariadas. A suspeita da polícia é de que os criminosos teriam usado bananas de dinamite.
De acordo com testemunhas ouvidas pela polícia, o grupo chegou ao local de carro e agiu rapidamente, sem dificuldades para entrar no banco e acionar os explosivos. O relato é de que o grupo agiu de ‘cara limpa’, não usando qualquer tipo de venda ou máscara para cobrir suas faces. O forte barulho acordou toda a vizinhança e alguns moradores ainda saíram de casa para ver o que acontecera. Os assaltantes, no entanto, apontaram os fuzis e ameaçaram atirar contra os curiosos, caso eles não recuassem. De acordo com o sargento Almeida, do 2º Batalhão de Polícia Militar (2º BPM), não foram achadas cédulas queimadas ou qualquer vestígio de que alguma quantia em dinheiro teria sido levada pelos ladrões.
A própria PM confirmou que havia apenas dois militares de plantão na cidade e um deles estava na delegacia, que não foi atacada. Após a explosão, foram acionados reforços policiais de cidades vizinhas, do 2º BPM e de duas unidades baseadas em Aracaju: o Comando de Operações Especiais (COE) e o Grupamento de Ações Táticas do Interior (Gati). Os primeiros reforços chegaram 20 minutos depois do crime e as buscas se estenderam por toda a madrugada, até o final da manhã de ontem. Os ladrões não foram encontrados, tendo supostamente fugido em direção ao estado de Alagoas.
Pela manhã, equipes do Instituto de Criminalística (IC) e do Centro de Operações Especiais da Polícia Civil (Cope) estiveram em Muribeca para levantar pistas que levem à quadrilha. Com o caso de ontem, já são 22 explosões contra caixas eletrônicos registradas no estado em 2013, entre tentativas e atos consumados. Segundo o Cope, a maioria dos casos já teve seus autores descobertos, presos e processados, através de investigações conjuntas das polícias Civil e Militar.


