BOMBEIROS COBRAM AÇÃO CONTRA FOGO

O comando geral do Corpo de Bombeiros Militar está articulando uma ação a ser realizada ainda este mês com o propósito de averiguar quantos estabelecimentos comercias em Aracaju estão devidamente adequados ao projeto contra Incêndio e Pânico. O anúncio oficial foi feito na manhã de ontem pelo diretor de Atividades Técnicas do Corpo de Bombeiros, coronel Everaldo Ferreira, menos de 12 horas após uma loja de cosméticos no centro da cidade ter sido destruída em decorrência de uma possível pane na rede de energia. Apesar do CBM ter exigido a readequação dos estabelecimentos comerciais ainda no mês de novembro, presume-se que apenas quatro mil empresários tenham buscado a corporação a fim de adotar as medidas de segurança.

O sinistro que ocorreu por volta das 21h da última quarta-feira assustou os pedestres que transitavam pela localidade no momento do incêndio, como também os donos de lojas que ficam instaladas nas proximidades do ponto comercial em chamas. De acordo com o comerciante Jorge Luis de Carvalho, devido ao forte calor o sistema de alarme do respectivo estabelecimento disparou e o forçou a ir até o local. "Chegando aqui me deparei com alguns homens do Corpo de Bombeiros e a fumaça que parecia não parar. Felizmente fiquei apenas no susto e não tive nenhum prejuízo. Mesmo assim vou contratar um engenheiro pra analisar se a estrutura foi prejudicada", contou.

Questionado sobre a exigência apresentada pelo Corpo de Bombeiros, o empresário disse aprovar a iniciativa e afirmou já ter se readequado desde o primeiro pronunciamento da corporação. Para ele, a segurança dos funcionários e clientes está em primeiro lugar. "Perda matéria é ruim, é, mas isso a gente se estabiliza aos poucos. O que não podemos é arriscar a vida das pessoas que aqui passam com frequência. Por isso corri e adequei minha loja conforme exigido", concluiu. A perspectiva por parte do comando dos Bombeiros é que o trabalho de fiscalização seja devidamente iniciado logo após a realização da 23ª edição do Pré-Caju.

Pelo coronel foi dito que a ideia do projeto é evitar ou reduzir os prejuízos causados pelo incêndio. Entre as exigências está a instalação de extintores, iluminações específicas em caso de fumaça e saídas de emergência. Essas medidas são para os estabelecimentos de pequena e média estrutura. Já para as grandes lojas é necessário também um sistema hidráulico que dispare em caso de registro de fumaça e um atestado que indique normalidade no sistema elétrico. "Nossa meta é conquistar a adesão de todos os estabelecimentos em curto prazo. A ideia era iniciar as fiscalizações e punições já em dezembro por se tratar de um mês em que as lojas estão repletas de clientes, mas decidimos conceder um prazo maior. Desse mês não passa", afirmou.

Em caso de descumprimento, o responsável direto do estabelecimento será imediatamente notificado a se adequar a todas as exigências do CBM. Se persistir ao não cumprimento do projeto, o empresário será multado e a loja pode ser interditada por tempo indeterminado.

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