Kátia Azevedo
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Taxistas que realizam o transporte de lotação em Aracaju fizeram na manhã de ontem uma manifestação em frente ao Centro Administrativo Prefeito Aloisio Campos para cobrarem da prefeitura a regularização do serviço.
Os manifestantes bloquearam a entrada do local. O protesto durou pouco e foi suspenso após os taxistas tomarem conhecimento da morte da irmã do prefeito de Aracaju João Alves Filho, Cândida Alves Carvalho.
Depois de suspender a manifestação, a categoria realizou reunião no bairro Coroa do Meio para programar uma nova data de mobilização. "Decidirmos que faremos um grande ato público na próxima segunda-feira, 6h30, em frente à prefeitura. Queremos uma audiência com o prefeito de Aracaju João Alves Filho, que no ano passado manifestou intenção de discutir o assunto de regularização do serviço conosco", informou Carivaldo de Jesus Santos, presidente da Cooperativa dos bairros Coroa do Meio, Atalaia, Augusto Franco e Santa Tereza.
Passada uma semana de mobilizações realizadas por taxistas do transporte de lotação que atuam nos bairros Coroa do Meio, Atalaia, Santa Tereza e Augusto Franco, há a previsão de novos atos públicos e de agendamento de audiência no MPE. Os taxistas também estão preparando informações com contingente populacional dos bairros para entregar ao MPE. O assunto gera polêmica por envolver duas categorias que estão em clima de tensão, os taxistas de Aracaju e os motoristas de carros particulares que fazem transporte coletivo clandestino.
Carivaldo lembra que existem cooperativas com mais de 10 anos de existência. Ele também destacou que a ampliação do serviço de transporte com a legalização dos táxis- lotação representa uma necessidade real da oferta de serviço em cidades como Aracaju e região metropolitana. "Diversos bairros da capital sergipana sofrem com o precário sistema de transporte público. Há uma demanda reprimida e a legalização dos alternativos sinaliza para uma solução desse problema", aponta.
O presidente da Cooperativa destaca ainda que a entidade possui hoje mais de 400 filiados que sobrevivem deste tipo de atividade. Carivaldo disse que os trabalhadores que atuam nesse segmento têm total interesse em regularizar a situação e constantemente são alvo de multas aplicadas pela Superintendência Municipal de Transporte e Transito (SMTT). "Sem a legalização, estamos sujeitos a ficar sem trabalho. Além disso, muitos motoristas estão arcando com multas que chegam a um montante de R$ 5 mil. Queremos trabalhar com tranquilidade e legalizados", comenta.
Carivaldo chama a atenção de que embora sejam considerados ilegais, os táxis-lotação estão presentes em quase todos os bairros de Aracaju, circulando no Santa Tereza, Augusto Franco, Coroa do Meio, Atalaia, Santa Maria, Jabotiana, Santa Lúcia, Castelo Branco e zona de expansão. "A cidade cresceu e os meios de transportes não acompanharam a demanda. A oferta do serviço é deficitária. Se de um lado o serviço é ainda ilegal, do outro moradores de muitos bairros usam o lotação e querem a sua regularização", destaca.
Além da Cooperativa de Aracaju, a cidade de Nossa Senhora do Socorro também oferece o serviço com 60 carros. De acordo com a Lei 5.735/02, aprovada pela Câmara Municipal de Vereadores, a atividade de lotação é proibida em decorrência da impossibilidade da liberação de novas concessões de táxi na capital. A necessidade de criação de novos pontos de táxi para atender a população aracajuana, porém, é defendida por muitos vereadores. Além dos táxis lotação, Aracaju possui atualmente 2.080 táxis bandeira em circulação na capital, uma frota considerada já acima da média.
Na última sexta-feira, 10, a categoria realizou protestos no Centro da capital para cobrar do executivo municipal a regularização da atividade.


