A defesa apaixonada da educação pública e dos trabalhadores da educação sempre marcou a trajetória política da deputada Ana Lúcia. E é por essa sua atuação comprometida que a professora Ana Lúcia foi homenageada na noite de quinta-feira, 16, em Brasília, pela mais importante organização de professores do Brasil: a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). A homenagem aconteceu durante o 32º Congresso Nacional da CNTE, acompanhado por mais de 2.500 educadores de todo o país e de delegações de 20 países.
"Dedico esta homenagem a todos os companheiros de luta e de sonho que acreditam e constroem no chão da sala de aula um modelo de educação libertadora, que esteja a serviço da transformação social e da superação das desigualdades. Até que este sonho seja materializado, nós professores, lutadores do povo, continuaremos caminhando", declarou Ana Lúcia.
Também foram reconhecidos outros lutadores que, assim como a professora Ana Lúcia, vêm enfrentando o desafio de construir uma educação pública de qualidade, inclusiva e libertadora. São eles João Felício, secretário de Relações Internacionais da CUT; Maria do Livramento, diretora do Sindicato dos Auxiliares de Administração Escolar Maria Alba Correia da Silva, coordenadora do Núcleo de Aposentados da Universidade Federal de Alagoas.
Com o tema "Educação, desenvolvimento e Inclusão Social", o Congresso tem oito eixos temáticos que norteiam os debates ao longo dos quatro dias de sua realização: Conjuntura nacional, conjuntura internacional, política sindical, política educacional, balanço político, estatuto da CNTE, políticas permanentes e plano de lutas.
A programação teve início com a conferência de abertura, ministrada pelo ex-presidente do IPEA e economista Márcio Pochmann, que analisou a conjuntura internacional e nacional. A programação conta ainda com painéis sobre política sindical e educacional, plenárias deliberativas, eleições para Direção Executiva e Conselho Fiscal e atividades culturais.
Trajetória – Professora de profissão e de coração, Ana Lúcia dedicou mais 40 anos de sua vida à construção de um modelo de educação popular e libertador à valorização do magistério, seja na sala de aula da rede estadual, de onde é professora há 40 anos, seja por meio do SINTESE, organização sindical que ajudou a fundar e que presidiu por duas gestões (1992 e 1995), ou ainda no exercício parlamentar, desde 2012, sempre comprometido com o sonho de transformação e em defesa do trabalhador.
Nessa trajetória de luta, Ana Lúcia passou ainda pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), de onde foi diretora, pela gestão das Secretarias Municipal de Educação de Aracaju – entre janeiro de 2001 e abril de 2002 – e de Estado da Inclusão, Assistência e Desenvolvimento Social – entre fevereiro de 2007 e abril de 2009.
Ana Lúcia, com consciência e responsabilidade, soube honrar sua história política. Como deputada, como secretaria de Estado, fez de sua atuação uma verdadeira extensão das lutas populares. Sem nunca esconder-se no conforto dos gabinetes, soube manter os olhos atentos para enxergar a realidade de sua gente, os ouvidos sensíveis à voz das ruas, o coração aberto para sentir as aspirações mais profundas dos sergipanos e o espírito sempre alerta para manter-se ao lado do povo no caminho da transformação social. Enquanto professora, sempre foi militante da rede pública e defensora da tese que a educação libertadora é capaz de transformar a realidade no campo e na cidade; enquanto parlamentar, em seu terceiro mandato, tem marcado sua atuação na luta por uma educação pública de qualidade e por uma sociedade mais justa.
Não existe luta popular em Sergipe que Ana Lúcia não se faça presente, e é por isso que não há em Sergipe quem não respeite o trabalho de Ana Lúcia. No campo e na cidade, nas escolas, nos assentamentos, nos bairros populares, nos povoados, todos reconhecem sua coragem e sua coerência.


