Na virada de dezembro para janeiro, o valor da cesta básica teve aumento de 5,49%, em Brasília, a maior alta verificada em 18 capitais utilizadas para acompanhamento de preços da Pesquisa Nacional da Cesta Básica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Metade do universo pesquisado apresentou aumentos de preços.
A cesta mais cara foi encontrada em Vitória, R$ 327,13, 1,79% acima do número registrado em dezembro. Em seguida aparece a de São Paulo, com valor de R$ 323,47, o que representa queda de 1,15% sobre o mês anterior e um avanço de 1,59% em um período de 12 meses.
Já os menores custos foram verificados em Aracaju, com R$ 214,19, redução de 1,19% sobre dezembro; João Pessoa com R$ 264,17 (alta de 2,07) e Salvador com R$ 265,86 e aumento de 0,28%.
Pelos cálculos do Dieese, o valor do salário mínimo necessário para suprir as necessidades básicas de uma família de quatro pessoas foi estimado em R$ 2.748,22, quantia que é 3,80 vezes acima do novo valor oficial (R$ 724,00), que entrou em vigor no último dia 1º de janeiro. Comparado a dezembro, ocorreu uma diminuição da diferença entre o ideal e o oficial. No último mês de 2013, o mínimo estipulado pelo Dieese era R$ 2.765,44 ou 4,08 vezes maior que o piso vigente no período (R$ 678,00).
Também caiu o tempo estimado de trabalho a ser cumprido para garantir o acesso aos itens básicos de sobrevivência: 88 horas e 51 minutos ante 94 horas e 47 minutos. Sobre janeiro de 2013, a diferença é um pouco menor. Naquele mês, o trabalhador previsa cumprir uma jornada de 92 horas e 17 minutos para ter dinheiro suficiente que lhe permitisse a aquisição dos produtos.
O produto de maior peso, a carne bovina, subiu de preço em 14 das 18 capitais: as maiores elevações ocorreram em Brasília (6,94%), Vitória (5,83%) e Florianópolis (5%). Houve queda em quatro capitais: Manaus (-2,96%); Natal (-0,79%); Belém (-0,22%) e Aracaju (-0,07%). Sobre janeiro do ano passado, a carne aumentou em 17 capitais. A única localidade em baixa foi Manaus (-2,21%). As capitais que registraram os maiores aumentos são: Florianópolis (14,82%); Recife (13,48%) e Curitiba (12,59%).
Por meio de nota, o Dieese destacou que "as condições ruins das pastagens devido à falta de chuvas e a elevação do preço dos insumos aumentaram os custos ao produtor que, somados à ampliação do consumo do produto, elevaram o preço do bem". (Agência Brasil)


