Transporte urbano em ferrovia

A malha ferroviária em Sergipe está em total abandono desde a sua desativação. Nas décadas de 1930 a 1970, a ferrovia serviu como grande escoador da economia sergipana. Atualmente, a estrutura está enferrujada, coberta de mato e, em alguns trechos, cheia de lixo e com imóveis instalados próximos aos trilhos.
Sergipe implantou o sistema ferroviário em 1913. O objetivo era que o Estado fizesse parte do plano de prolongamento do ramal de Timbó (atual cidade de Esplanada/BA), na linha que ligaria a Estação de São Francisco em Alagoinhas (BA) ao estado. Com o passar do tempo, o trem deixou de fazer o transporte de passageiros, trabalhando apenas com cargas.
Em 1935, a linha férrea passou a ser administrada pela V.F.F. Leste Brasileiro, e em 1975, pela antiga RFFSA (Rede Ferroviária Federal S.A). A última mudança foi 1996, quando a FCA passou a assumir a administração da linha em Sergipe. Em Aracaju, a antiga Estação de Trem funcionava próximo ao antigo cais do Porto, na Rua da Frente (Centro), perto do atual mercado municipal. O trem chegava à estação pela antiga Avenida Artur Bernardes (hoje Avenida Coelho e Campos), onde, na década de 1970, ainda era possível ver os trilhos que restaram.
Na década de 1950, uma nova e moderna estação foi inaugurada na Praça dos Expedicionários, no Siqueira Campos (zona oeste). Com a lei 11.483/2007 que extinguiu a RFFSA, os imóveis não operacionais passaram para a Secretaria do Patrimônio da União, do Ministério do Planejamento e a área operacional foi destinada ao Dnit, que permite a subutilização da concessionária FCA.
A malha ferroviária em Sergipe possui uma extensão férrea de 278 quilômetros. Os municípios cortados pela FCA são Propriá, Cedro de São João, Malhada dos Bois, Muribeca, Capela, Japaratuba, Carmópolis, Rosário do Catete, Maruim, Divina Pastora, Ricahuelo, Laranjeiras, Nossa Senhora do Socorro, Aracaju, São Cristóvão, Itaporanga D´Ajuda, Salgado, Boquim, Pedrinhas, Itabaianinha e Tomar do Geru,

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