Gabriel Damásio
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Equipes de várias unidades da Polícia Militar realizaram neste sábado uma operação em uma área da avenida Carlos Rodrigues da Cruz, no Centro Administrativo Augusto Franco, bairro Capucho (zona oeste), onde acontece a chamada "Feira das Trocas", um grupo de comércio informal que reúne vários vendedores ambulantes todas as semanas. Os militares fizeram várias buscas e apreensões nas barracas montadas no local, em busca de armas, drogas, produtos roubados e outras mercadorias vendidas ilegalmente. Duas pessoas que vendiam pássaros silvestres foram presas em flagrante pelo Pelotão de Polícia Ambiental (PPAmb), levadas à Delegacia Plantonista e liberadas após assinar um termo circunstanciado.
A ação durou toda a manhã e, segundo a PM, atende a uma determinação do Ministério Público Estadual (MPE), como parte de uma ação civil pública movida desde 2011 para encerrar as atividades da feira. "Nota-se que sempre existe o comércio de material irregular, mídias piratas e veículos em situações irregulares", afirmou o major Eliziel Rodrigues, do Comando de Policiamento Militar da Capital (CPMC), ao informar que, durante as buscas, foram apreendidos oito veículos com restrições administrativas, um quadriciclo com restrição de furto e animais silvestres que foram abandonados no local.
A ação também teve a participação de fiscais da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), que removeu as barracas do terreno e depois procedeu à limpeza do terreno. A área onde acontecia a feira pertence ao Governo do Estado, mas passou a ser ocupada irregularmente pela "Feira das Trocas" desde 2012, quando uma operação maior realizada pelo MPE e pelas polícias Civil e Militar, entre outros órgãos, removeu os ambulantes do terreno situado na esquina das avenidas Tancredo Neves onde a feira acontecia anteriormente.
Não houve registro de incidentes durante a operação, mas muitos vendedores da "Feira das Trocas" criticaram a ação da polícia e alegaram que a concentração irregular é o "único meio de sobrevivência" deles. "A gente trabalha vendendo moto, comprando moto… Se tá ‘desregualizada’ (sic) leva presa. Tem que fiscalizar, botar a Justiça pra olhar, é quem anda roubando, quem anda levando roubo, droga, arma… Mas um pai de família, rapaz? Ele vem aqui, traz as coisinhas dele e a polícia arrasta?", reclama um dos comerciantes.


