Cândida Oliveira
Os professores da rede pública de ensino de Sergipe aderiram à paralisação nacional – Greve Nacional da Educação Pública – para exigir o cumprimento da Lei do Piso, carreira e jornada, investimento dos royalties de petróleo na valorização da categoria, votação imediata do Plano Nacional de Educação, destinação de 10% do PIB para a educação pública, contra a proposta dos governadores de reajuste do piso e contra o INPC.
De Sergipe, dois ônibus com professores foram a Brasília (DF) participar de ato que acontece hoje, 19, promovido pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Oficial do Estado de Sergipe (Sintese), Ângela Maria, explicou que a greve nacional da educação começou dia 17 e foi organizada pela CNTE, que representa mais de 3 milhões de educadores das redes públicas de ensino de educação básica. "A greve termina nesta quarta-feira, dia 19, com uma manifestação em Brasília e expectativa que 5 mil pessoas de todo o país participem. E nos estados cada um fará sua programação", disse.
Em Sergipe a agenda de luta do Sintese iniciou dia 17 nos municípios, como em Propriá e Carira. Ontem, terça-feira, no Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, houve debate sobre o Plano Nacional de Educação (PNE) e sua tramitação no Congresso. Hoje, dia 19, 8h, haverá ato público no calçadão da João Pessoa, em Aracaju, que deve reunir professores de todos os municípios sergipanos. "O PNE tramita em uma comissão especial que conclui a discussão sobre o tema amanhã (hoje), depois o Plano segue para o Congresso", relatou.
De acordo com a sindicalista, o ato em Brasília e nos estados defende os royalties do petróleo investidos na valorização dos educadores, a carreira e jornada para todos os profissionais da educação, a contraproposta de reajuste dos governadores e o INPC, 10% do PIB para a educação pública, o cumprimento da Lei do Piso e a votação imediata do PNE.
Lei do Piso – Ângela informou que muitos municípios sergipanos ainda não pagam a Lei do Piso aos professores. "25 cidades já negociaram o reajuste de 2014, no entanto, 37 ainda estão pagando o mesmo reajuste de 2013, incluímos nesse caso o Governo do Estado; oito municípios reajustaram ano passado 7,97%, mas não negociaram o aumento de 2012 de 22,22%, damos como exemplo as cidades de Aquidabã, Laranjeiras, Arauá, Umbaúba, Cristinápolis, entre outras, e quatro municípios ainda estão pagando o reajuste de 2012", detalhou a presidente do Sintese.
Sindipema – Quem também aderiu à Greve Nacional da Educação Pública foram os professores aracajuanos. A direção do Sindicato dos Profissionais de Ensino do Município de Aracaju (Sindipema) realizou ontem, 18, panfletagem na praça Fausto Cardoso, em Aracaju.
Os professores da rede municipal também terão representação em Brasília (DF), pois cinco professores farão parte da mobilização hoje. "Queremos reforçar a luta dos professores por uma educação pública democrática e de qualidade", disse a presidente do Sindicato, Magna Araújo.
Em Aracaju, a assessoria de comunicação da Secretaria de Educação informou que o aumento do Piso dos professores já foi anunciado pelo prefeito João Alves Filho, inclusive com pagamento retroativo a janeiro deste ano.

