Acompanhada do procurador do município, Daniel Alves, do secretário da Educação, Mário Jorge, a prefeita de São Cristóvão, Rivanda Batalha, mostrou disposição e vontade de negociação com a classe do magistério ao ir pessoalmente à sede do Sindicato Estadual dos Professores (Sintese) na manhã de quinta-feira (20), expor a situação porque passa o município que administra e falar do pagamento do piso nacional da categoria.
A deputada Ana Lúcia (PT), vice-presidente do Sintese, Ivonete Cruz, sindicalistas e assessoria técnica do sindicato, recepcionaram a equipe. Na sua fala, Rivanda explicou ainda não ser possível nesse momento a concessão do reajuste do piso para os professores da ordem de 8,32%, "sobretudo, devido ao impacto que iria causar na folha, ultrapassando o limite prudencial, que só foi alcançada ano passado por muita luta e empenho da nossa gestão".
Ela, no entanto, assegurou ao Sintese que após os resultados que serão obtidos após o primeiro quadrimestre, ou seja, pós 30 de abril, o município volta a demonstrar como irá proceder para alcançar a concessão do reajuste.
"O apelo que faço ao Sintese é para que as portas do diálogo e da negociação continuem abertas. Temos disposição de enxugarmos ainda mais a nossa folha para permitir o reajuste dos professores, sem ultrapassarmos o limite prudencial, pois São Cristóvão não pode voltar a ficar inadimplente, sem certidão negativa, e não poder conveniar com os governos e instituições financeiras", disse.
A direção do Sintese, juntamente com sua base em São Cristóvão, ficou de analisar a proposta da prefeita em assembleia geral, fato que deve ocorrer no decorrer da próxima semana. A posição do município é para que, prefeitura e sindicato, encontrem soluções conjuntas para a concessão do reajuste sem ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)


