Nascido em Ilinois (EUA), Fred MacMurray, fez sua estreia no Cinema em 1934, com o filme da Paramount, sem título em português, "Friendsof Mr. Sweeney", após uma longa experiência como músico e cantor nas mais variadas casas noturnas americanas. Daí foram mais de 50 filmes e a longa série de TV "MyTree Sons".
De uma versatilidade incrível, o simpático e talentoso ator costumava caracterizar de "Bom rapaz" em comédias leves, e também participou de muitos westerns, dramas e musicais. Sempre com boas e irretocáveis atuações.
Em 1933 brilhou intensamente na Broadway com o musical "Roberta" e seu primeiro papel de relevância no Cinema foi em "Lírio Partido", ao lado de Claudette Colbert e Ray Milland.
Sempre muito discreto, não gostava de falar sobre sua vida pessoal e sim sobre sua carreira, que foi das mais profícuas, alternando todos os gêneros.
É de 1935 o seu filme "Corações Unidos", de Mitchell Leisen.. Comédia elaborada e leve, onde ele contracena com Carole Lombard, de uma narrativa precisa, diálogos ágeis e sofisticação suave.
"Amor e Ódio"(1936), de Henry Hathaway, mostra Fred como um cidadão que se envolve em divergências com vizinhos pela posse de terra. São colonos montanheses do Kenttucky (EUA). Um dos primeiros filmes em technicolor e que traz ainda no elenco, Henry Fonda e Sylvia Sidney.
Ainda em 1936, o ator participa de "A Princesa do Brooklin", de W.K. Howard. Uma corista do Brooklin, bairro nova-iorquino, viaja num transatlântico disfarçada de princesa sueca e se vê envolvida em um crime muito misterioso. Fred e Carole Lombard (ela novamente) se apaixonam, mas são suspeitas de praticar o delito. A narrativa de W.K. Woward motiva uma narrativa escorregadia, numa mistura de sátira e suspense.
Em 1937, Fred estreia o filme de Frank Lloyd, "A Donzela de Salém",um drama do século 17 sobre os puritanos de Massachussets. Aventureiro (MacMurray) se apaixona por jovem acusada de feitiçaria (Claudete Colbert) e, após um longo julgamento, ele a salva da fogueira. Uma superprodução, e como tal, cheia de altos e baixos.
É de 1940, "Lembra-te Daquela Noite", de Mitchel Leisen, onde Barbara Stanwyck é uma ladra, sentenciada e liberada condicionalmente no dia de Natal, sob a custódia de um homem da lei, ninguém menos do que Freed MacMurray, o mocinho da fita. Trama sentimentalóide e melosa, bem do gosto das novelas da Globo, mas que representada e dirigida com muito charme se torna apaixonante.
E, finalmente, para completar essa pequena seleção dos 50 filmes que deixaram a marca indelével de um ator elegante e performático, "Se Meu Apartamento Falasse", de Billy Wilder, filmado em preto e branco, de 1960, onde Fred é o chefe do Departamento Pessoal de uma grande empresa, em apuros quando a amante é encontrada semiinconsciente em apartamento emprestado por um subalterno (Jack Lemmon). Sátria mordaz à vida privada dos executivos de empresas. O filme recebeu cinco Oscars (melhor filme, diretor, montagem, direção de arte e roteiro original)
Fred morreu de pneumonia em 5 de novembro de 1991.
(Resumo do capítulo 54 do meu livro inédito, "101 Ícones do Cinema que Nunca Sairão de Cena")


