Sul sergipano se mobiliza para criação de campus da UFS

Um campus da Universidade Federal de Sergipe (UFS) no território sul sergipano. Foi com essa solicitação que lideranças políticas e populares se reuniram com o reitor Angelo Antoniolli na terça-feira, 22, na Sala dos Conselhos da UFS.
Na ocasião, Antoniolli reiterou o seu compromisso com a expansão da Universidade, seja através de projetos de extensão que levem ações da UFS aos diversos municípios de Sergipe, ou pela implantação de novos campi no interior do Estado.

De acordo com ele, a Universidade deve estar integrada às necessidades e anseios da população onde ela se instala. O Estado e prefeituras devem estar atentos às possibilidades já existentes dentro da UFS para que projetos sejam levados para suas regiões sem, necessariamente, ter que implantar novos campi.  Para o reitor, são as ações da UFS que devem estar presentes em todos os municípios.
"Temos hoje no campus de São Cristóvão mais de dez cursos nas diversas áreas da engenharia. Os seus estudantes e docentes podem contribuir de alguma forma com o desenvolvimento do território sul. Por que, ao invés de criar novos cursos de engenharia, os quais são extremamente caros e cuja implantação o Ministério da Educação (MEC) não teria condições de oferecer neste momento, não criamos condições para que estes estudantes que já estão na casa possam atuar na região e ajudar no seu crescimento?" questionou o reitor.

Isso não significa, entretanto, que a Universidade não tenha interesse em se inserir no sul do Estado. Novos campi nos territórios Sul e Baixo São Francisco estão previstos no Plano de Desenvolvimento Institucional da UFS. Mas para o reitor este é o momento de "mobilizar a sociedade e a classe política para que os recursos cheguem até nosso Estado". Segundo ele, é necessário que os critérios estabelecidos pelo MEC para a criação de vagas contemplem a região Nordeste e os pequenos municípios.

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