Semarh viabiliza agenda de compromisso para implementação da coleta seletiva

Mais de 50% do que chamamos de lixo, os quais formam os chamados "lixões" é composto de materiais que podem ser reutilizáveis e reciclados por meio da Coleta Seletiva. Atendendo os critérios da Lei nº 12.305 de agosto de 2010, durante a tarde de segunda-feira, 05, técnicos da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), juntamente com integrantes do Consórcio Público de Saneamento Básico do Sul e Centro Sul (Conscesul) se reuniram na cidade de Riachão do Dantas, a fim de formalizar uma Agenda de Compromissos nos municípios consorciados para a preparação e orientações de ações para a implementação de projetos de Coleta Seletiva.

Segundo a técnica ambiental da Semarh, Vera Cardoso, desde o dia 20 de março essas reuniões vêm acontecendo nas cidades consorciadas pertencentes ao Conscesul. Conforme o cronograma estabelecido pelo próprio órgão ambiental, já foram realizadas sete reuniões faltando assim à concretização de mais sete.
"Um dos pontos fortes dessas reuniões está nas estratégias que a Semarh vem apresentando aos representantes dos municípios a tomarem as providências e diretrizes possíveis para a implantação da Coleta Seletiva. Uma dessas estratégias consiste na criação de minuta do projeto da Coleta Seletiva do município, a viabilização de portaria para a criação do Comitê Gestor, como também o posicionamento do prefeito em encaminhar a Câmara de Vereadores o projeto de Lei da Coleta do município para ser validado pelo legislativo, assim como o contrato de programa, e o programa de coleta seletiva do Consórcio Conscesul", disse.

Nova visão – Na reunião, diversos representantes da sociedade civil formaram grupos com o intuito de elaborar 10 propostas para serem implementadas no projeto de Coleta Seletiva do município. Essas demandas foram feitas de acordo com a realidade do município.
"O primeiro passo que iremos dar para a implementação da coleta seletiva na região será o trabalho de conscientização da população. Com essa ação, faremos com que os habitantes de Riachão tomem consciência da importância da segregação e da separação dos resíduos para que cada vez mais diminuam a quantidade desses resíduos no lixão municipal, incluindo assim a figura do catador que reciclam esses materiais como fonte de renda e subsistência para o seu dia a dia", comentou o diretor do departamento de

Meio Ambiente de Riachão, Elinaldo Júnior.
Animado com as demandas, o catador José Renato Gois, que por mês tira uma renda de R$ 1.200 por meio do lixo, disse que a implementação da coleta seletiva na região veio em uma boa hora. "Com isso todos os catadores da região serão beneficiados. Além de aumentar nossa produtividade – e por que não nossa renda? -, iremos ajudar o meio ambiente. Isso é fantástico!", citou.

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