Milton Alves Júnior
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O prefeito de Aracaju João Alves Filho divulgou na noite de ontem o reajuste de 6,5% para todos os servidores municipais. Essa porcentagem foi debatida e aprovada após reuniões entre o chefe do executivo municipal e membros da Comissão Permanente de Negociação (CPN) instituída no ano passado e que é formada por administradores públicos das secretarias de Planejamento, Fazenda e Governo, além de servidores e líderes sindicais. Durante apresentação, João disse ter trabalhado integralmente para conquistar uma porcentagem mais significativa, mas as finanças da prefeitura não suportariam aumento maior. O reajuste foi superior ao índice de inflação que foi de 6,28%.
Apesar de se mostrar satisfeito com o resultado final divulgado pela secretária municipal de governo, Marlene Alves, o prefeito voltou a apontar a saúde pública como o maior problema enfrentado pela administração pública e apontou os atendimentos promovidos aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) que residem nos demais 74 municípios como principal causa da falta de atendimento de qualidade. Para João Alves, era preciso que a prefeitura concedesse um reajuste salarial acima da inflação nacional e que satisfizesse parte dos servidores. A partir de agora, segundo o gestor, a meta é ampliar a assistência médica na capital sergipana e qualificar a educação pública e a Guarda Municipal.
"Era interesse meu que esse reajuste fosse maior, mas infelizmente não deu. O que posso garantir para os nossos colegas servidores é que esse é o primeiro passo para conquistarmos números maiores mais pra frente. Durante a minha campanha eu disse que iria valorizar os profissionais e não vou fugir desse compromisso", afirmou. Durante coletiva concedida à imprensa, João informou não ter consciência de qual seria o impacto financeiro nas contas da prefeitura. Ele disse ter debatido vários assuntos sobre a porcentagem a ser repassada para os profissionais e por isso não saberia explicar qual seria o impacto na folha salarial. No ano passado, primeiro ano de mandato de João após retornar à prefeitura, o reajuste foi de 5%.
Aos servidores da saúde, incluindo agentes de combate a endemias, a prefeitura passa a conceder algumas gratificações a serem incorporadas. Essa decisão foi adotada a fim de atender parte das reivindicações exigidas desde o ano passado pelos trabalhadores. Independente destes benefícios, há quem diga que pouco foi repassado para os servidores. "Eu mesmo não aprovei esse aumento. Pedimos um salário base de R$ 950 e novos concursos públicos. Não temos condições de trabalho e essa história de preocupação com a saúde não passa de blá bla blá. Quem ver assim pensa que ele está disposto a conversar com os servidores", disse o agente Leonardo Filho.
João Alves Filho informou ainda que deixou de concorrer à cadeira de governador para buscar melhorias gerais. Mostrando-se disposto a buscar exemplos de cidades que apontam progresso no atendimento público, o prefeito garantiu que vai viajar pelo Brasil em busca de uma solução não convencional, mas sim, ‘criativa’. "Agora que acabamos com esse debate todo sobre o reajuste do salário, vou pesquisar algumas cidades, inclusive aqui no Nordeste para visitar e tentar resolver nossos problemas, principalmente a saúde", disse. Quanto a uma possível falta de interesse em conversar com os trabalhadores, o gestor completou dizendo: "Eu sempre estou aberto para negociações, mesmo assim quando não tenho tempo os secretários que são da minha mais alta confiança estão liberados para atender os representantes de cada categoria".


