Kátia Azevedo
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Os guardas municipais que atuam em Aracaju podem paralisar as atividades durante a realização dos festejos juninos na capital. A situação será avaliada na próxima quarta-feira, quando a categoria realiza assembleia geral para discutir o assunto.
Já na próxima segunda-feira, a categoria programa um ato público no início da manhã em frente ao Centro Administrativo Prefeito Aloísio Campos onde haverá uma concentração com o objetivo de buscar a abertura de um novo canal de negociação com o executivo municipal sobre melhorias salariais e incorporação de benefícios.
Ontem pela manhã o grupo esteve reunido em frente à Câmara Municipal de Aracaju e depois realizou uma passeata no centro da capital com o objetivo de chamar a atenção dos parlamentares e da população sobre a importância da valorização profissional.
O presidente do Sindicato dos Guardas Municipais de Aracaju (Sigma), Ricardo Silva, disse que a categoria programa uma agenda de mobilização com novos atos públicos, mas adianta que tudo pode mudar a depender do resultado da reunião que os profissionais terão com a Secretaria Municipal de Defesa Social amanhã, domingo.
Ele destacou que a paralisação é uma das atividades que a categoria pretende adotar para forçar o andamento da negociação com a prefeitura sobre o aumento salarial. "Entregamos à administração municipal uma proposta salarial de R$ 2.400. Atualmente recebemos R$ 1.375,50. Chegamos a nos reunir com a prefeitura, mas não houve contraproposta e de repente fomos surpreendidos com o anúncio de reajuste de 6,5% feito pelo prefeito João Alves Filho de forma unilateral, sem a conclusão de uma negociação", disse.
Ricardo enfatiza ainda que caso não ocorra a conclusão das negociações, os guardas municipais podem decidir pela paralisação de eventos ou por uma greve. "Estas duas situações estão sendo avaliadas pela categoria em decisão definida em assembleia geral realizada na noite de quinta-feira", completa.
Segundo Ricardo, o reajuste anunciado pela prefeitura frustrou as expectativas dos guardas municipais que pleiteiam um salário com equiparação semelhante ao recebido por profissionais da Polícia Militar. Ele disse que o reajuste concedido pela prefeitura está aquém do volume de trabalho desempenhado pela Guarda Municipal, o que exige ajustes de melhorias salariais. "É o que esperamos da contraproposta do executivo municipal, além de outras demandas apresentadas pela categoria", acrescenta.
Por último, Ricardo informou que as mudanças ocorridas na gestão do sindicato com a nova diretoria que tomou posse na segunda-feira não devem prejudicar o diálogo com a administração municipal. A assembleia da categoria será programada para acontecer às 18h30 da quarta-feira em local ainda a ser definido.
Secretaria de Defesa Social – A secretária de Defesa Social e Cidadania, Georlize Teles, confirmou que haverá reunião na manhã do próximo domingo com a categoria. Ela manifestou surpresa sobre a intenção da categoria em paralisar as atividades sem antes haver procurado a secretaria para uma possível negociação. "Não fomos procurados pela nova direção do sindicato, mas reiteramos que estamos abertos à negociação", afirma.
A secretária informou ainda que a pauta com a categoria havia ficado para após o anúncio do reajuste atendendo a complexidade de demandas que envolvem o exercício da atividade dos guardas municipais. "Tivemos algumas reuniões através da junta governativa que recebeu a categoria, com o consenso de que as negociações mais específicas seriam avaliadas e discutidas após o posicionamento do prefeito em relação ao reajuste", esclarece.
A secretária ressaltou que a Comissão Permanente de Negociação da Prefeitura de Aracaju se reuniu com representantes do sindicato para viabilizar a demanda dos profissionais, examinando ponto a ponto as questões e que algumas ações dependerem de estudos e de análises devido à situação financeira da Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA).


