"Carlos Cauê é uma dessas figuras iluminadas da nossa cidade. Poeta, comunicador, o homem de marketing, muito inteligente, um jornalista, aquela pessoa agradável. Um homem extremamente culto, amante da arte". Com estas palavras o governador Jackson Barreto descreveu o poeta que lançava, na noite desta sexta-feira, 16, no salão do Museu da Gente Sergipana, o seu segundo livro. O primeiro é uma coletânea de contos, chamada Contos de Vida e Morte.
"Depois de uma longa caminhada pelo interior do estado, é o momento da gente homenagear o nosso Carlos Cauê no lançamento desse seu livro Amorável, onde ele toca naquilo que ele entende dos sentimentos. E a gente vem aqui para dizer a ele que admiramos também essa sua veia poética. E você tem, para ser um homem completo, que gostar da vida pública, do teatro, do cinema, dos livros, da poesia. Fazer como Tiago de Melo ‘Faz escuro, mas eu canto’", completou o governador sobre o secretário de Estado da Comunicação, Carlos Cauê.
Sobre a sua obra, que reúne 70 poemas sobre o amor, o autor esclareceu: "uma reflexão sobre o amor, sobre as dimensões que ele assume: o amor amante, amor amigo, amor sobre a vida, sobretudo sobre a existência e com o homem no centro dela como um ser amante, como um ser radicado ao sentimento do amor. Muitos desses poemas nasceram especificamente para as redes sociais, foram diversamente compartilhados por muitos amigos, muitos deles são de uma produção anterior e a junção de todos eles resultou nessa obra chamada Amorável".
O lançamento, bastante prestigiado por artistas, escritores, políticos e jornalistas, contou com recitações de alguns dos poemas, feitas pelas atrizes Tetê Narras e Isabel Santos, pelo escritor Marcos Moura Vieira e pelo próprio Carlos Cauê. Entre o público presente, o ex-prefeito de Aracaju e amigo Edvaldo Nogueira, que contou um pouco da origem da veia poética do comunicólogo.
"E eu tive a alegria e o orgulho de Cauê ser meu secretário de Cultura quando eu era presidente do DCE e ali Cauê já fazia poesia. Eu me lembro que em uma das campanhas que fizemos no movimento estudantil tinha um cordel chamado Viração que foi escrito por Cauê. Nos intervalos das nossas reuniões, nas discussões que fazíamos, ele sempre fazia poesia, mostrava poesia, porque para quem não sabe, Cauê ganhou um prêmio de literatura quando era estudante secundarista em Maceió, da Escola técnica, chamado Jorge de Lima com um poema, ele já era poeta", relatou Edvaldo Nogueira.
O também ex-prefeito Ivan Leite, que também é amante das poesias, disse que será leitor e apreciador da mais nova obra literária da cidade. "Eu já conhecia alguns textos de ofício, mas agora disse a ele [Cauê] que será o meu lazer de final de semana, me deleitar com as poesias que ele escreveu. Eu que sou um poeta aprendiz gosto muito de ler algumas poesias de quem se atreve a externar sentimentos e emoções. E eu acho que a gente deve colocar para fora, para que outros possam partilhar e vivenciar juntamente conosco aquilo que existe de maior no ser humano que é a grandeza de ter ideias, ter emoções e vivenciar a vida via palavra escrita", disse.
Ao final do evento, constatando o seu sucesso, Cauê revelou seu contentamento. "Estou muito feliz com a presença dos amigos, um gesto de amizade e de companheirismo". O livro Amorável conta com o prefácio do poeta e acadêmico, Amaral Cavalcante, orelha escrita pelo escritor Marcos Moura Vieira e um posfácio do também poeta e jornalista Jozailto Lima. A obra foi editada integralmente com recursos do autor.


