O deputado federal Rogério Carvalho (PT) foi convidado pela Unimed Nacional para participar do 16º Conai (Comitê Nacional de Integração) e o Fórum de Regulação do Sistema Unimed 2014, evento realizado na Barra dos Coqueiros, em Sergipe. Rogério participou de um debate sobre a chamada "máfia de Órteses e Próteses", cujo tema ele requereu uma CPI na Câmara os Deputados.
O motivo da CPI é o alto preço praticado para esses materiais que são utilizados em cirurgias ortopédicas. O evento contou com a participação do presidente Nacional da Unimed, Eudes Freitas Aquino, e centenas de cooperados, representante do ministério público e da agência nacional de Saúde – ANS.
"Na semana passada, depois da audiência que nós fizemos e que ficou claro o descontrole, eu propus uma lei que inclui que os preços das Órteses e Próteses sejam gerenciados pelo governo através da Anvisa", destacou o parlamentar que comentou ainda que ele e a própria família foram vítimas daquilo que ele chamou de Máfia. "Não há adjetivos para descrever isso. Meu pai foi operado em 2009 e pagou 12 mil reais por uma prótese. Quatro anos depois a mesma prótese custou 130 mil reais. Resultado, eu substituí o médico e o plano de saúde pagou o valor justo: 30 mil reais pelo procedimento. Fiquei pensando, eu que sou médico, fui secretário e conheço os trâmites da área sofri essa penalidade, imagine uma pessoa sem esclarecimento. Milhares de brasileiros têm sido lesados e vendendo casas, carros, sem necessidade, para alimentar essa máfia", alertou o deputado.
Com essa motivação, Rogério foi em busca de apoio para protocolar o requerimento e conseguiu 200 assinaturas. "Nós hoje só esperamos a instalação da CPI que exige o mínimo de 178 assinaturas. Acho que a gente já conseguiu mobilizar a opinião pública, os médicos e os próprios deputados, já fizemos audiências públicas e discussões como esta, mas precisamos ir mais além. Ela precisa ser instalada e precisa explicitar este problema e apontar outros problemas na área da saúde, para que a gente aponte novas regras para gerenciamento dessa área na área da saúde e evitar esses abusos", disse.


