A pauta de importações de Sergipe registrou a entrada, no período de janeiro a abril de 2014 de 482 toneladas de cocos secos, representando quase US$ 1 milhão em compras externas do produto. Essas compras foram originadas de três países da Ásia: Sri Lanka, com 72% das vendas, Vietnã (24%) e Malásia (4%). O coco seco é utilizado como bem intermediário pelas indústrias sergipanas do setor de alimentos.
O coqueiro de origem asiática teve seu início de cultivo no Brasil em 1553, durante a ocupação territorial. No entanto, somente no século XIX, a atividade comercial do coco no passou a ter relevância no quadro internacional, devido à ampliação dos conhecimentos das qualidades do fruto na alimentação humana e do processo de aproveitamento industrial do óleo. E nesse contexto, Sergipe, destacou-se não só como área de expansão dos coqueirais que também havia acontecido no Norte e Nordeste do país, mas como o primeiro estado a ter experiências industriais de aproveitamento do fruto.
Nesse aspecto, a cocoicultura sergipana pode ser demarcada em duas fases. Na primeira, durante o período da colonização foi marcada pela prática extrativista, voltada ao consumo pelas populações litorâneas. Posteriormente, devido à expansão e juventude dos coqueirais houve exportações do produto.
Já na segunda fase, no século XX, produtos como leite e farinha de coco já eram produzidos e comercializados no Nordeste e vendidos para outras regiões brasileiras. Isso foi devido à estruturação e fortalecimento da cadeia nos anos 1930, com o surgimento da primeira indústria beneficiadora de coco no Brasil.
Nos anos 1950, o estado já contava com cinco indústrias beneficiados de coco das doze existentes no país, apresentando relativa diversificação de produtos e produção voltada para o mercado nacional. A partir dos anos 1970, o segmento passou a enfrentar uma crise de produtividade, devido ao envelhecimento dos coqueirais, mesmo com a implantação de coqueiros híbridos no Platô de Neópolis em anos posteriores.
Em 2012, foram produzidos no estado 242,8 milhões de cocos, sendo o terceiro maior produtor do Brasil, com uma área 52% menor que a Bahia, maior produtor nacional. Em valores, a atividade gerou R$ 106,4 milhões.


