Veículos caem em cratera na Farolândia

Milton Alves Júnior
miltonalvesjunior@jornaldodiase.com.br

Na manhã de ontem um caminhão tipo baú e um ônibus coletivo ficaram parcialmente imóveis após afundarem em uma cratera que se formou no exato momento em que os veículos de grande porte transitavam pela avenida Murilo Dantas, conjunto Farolândia, zona Sul de Aracaju. O sinistro ocorreu por volta das 7h quando centenas de moradores passavam pela região sentido Centro. Com o acidente, um congestionamento foi formado em frente a uma universidade particular da capital, e agentes da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) foram encaminhados até o local para tentar regularizar o fluxo de veículos. Na ocorrência não houve registro de feridos grave.

Conforme prévia avaliação técnica promovida por profissionais da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso), o caos foi provocado devido a um rompimento em uma tubulação com 250 mm de diâmetro, considerada uma rede de grande porte e alta pressão. De acordo com a Assessoria de Comunicação da Deso, o rompimento da tubulação e o intenso vazamento de água fizeram com que a terra cedesse. Com o solo prejudicado e instável, o asfalto afundou com o peso do ônibus e do caminhão ao mesmo tempo. Dois guinchos contratados pela Deso foram utilizados para retirar os dois veículos. A empresa tomou todas as providências e os donos dos carros danificados serão ressarcidos.

Enquanto o problema não era resolvido o trânsito foi desviado para a avenida Maria Pastora, paralela à Murilo Dantas, contribuindo assim para deixar o fluxo de automóveis ainda mais intenso. De acordo com a promotora de vendas Janaína Sampaio, os passageiros que estavam a bordo do veículo não se feriram gravemente porque o veículo percorria o trajeto em baixa velocidade. "O motorista é muito prudente e além de dirigir sempre no limite de velocidade, ele já se preparava para parar em um ponto de ônibus que fica a menos de 20 metros de onde o ônibus caiu. O dia foi de transtorno para os moradores do Augusto Franco", disse uma das passageiras que estava no momento que a terra cedeu.

Ainda de acordo com a Deso, assim que a primeira ligação fora protocolada comunicando o fato, a direção geral da companhia enviou a equipe operacional ao local para conter o vazamento de água e executar os reparos na rede. Segundo o diretor de Operações da Deso, Sílvio Múcio Farias, as possíveis causas para os vazamentos são diversas, dentre elas a principal é o aumento da pressão da água no período de chuvas. O diretor destaca que o rompimento na tubulação de água ocorre em qualquer lugar do país e do mundo. "Apesar de ter sido um acidente, o vazamento não tem como ser previsto ou evitado. Mesmo sendo uma fatalidade, a Deso assume os serviços e consequências deles", informou.

Moto – Mesmo diante da fragilidade da pista, enquanto agentes da SMTT não chegavam ao local, dezenas de motociclistas se arriscavam a passar pelo local por cima das calçadas e ciclovias. Pelo estudante Danilo Matos Júnior foi dito que a autoconfiança dos motoqueiros poderia ocasionar em um dano mais representativo. "Toda vez que um passava pela calçada ela tremia. A pressa em sair logo da pista fez com que um monte de gente se arriscasse, inclusive os pedestres", afirmou. Pela Assessoria de Comunicação da SMTT/AJU foi dito ao Jornal do Dia que todo o serviço de reforma da pista e tubulação foi concluído por volta das 15h, e às 15h30 a via foi devidamente liberada.

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