"Não há um modelo específico para o tratamento da dependência química". A frase foi pronunciada por Maurício Landre, especialista em dependência química pela Uniad-Unifesp, durante o 2º Curso de Capacitação para Profissionais na área de Dependência Química. O evento, promovido em Aracaju pelo Centro Terapêutico Recomeçar, em parceria com o Instituto Bairral e a Federação Brasileira de Comunidades Terapêuticas (Febract), aconteceu no final de semana, no auditório da Faculdade Pio X. Além de profissionais de diversos segmentos ligados a área de saúde, a Capacitação contou com a presença da fonoaudióloga Heloisa Gomides, do fisioterapeuta Gleison Dutra e da psicóloga Leda Maria Moysés Nobile.
Segundo Landre, quando o assunto é dependência química, o ideal é que todos os serviços, de todos os tipos, se unam para atender ao máximo possível de pessoas. "Todos os dependentes químicos vão se beneficiar em um modelo específico de tratamento? Não. Uns precisam de mais tempo, uns de remédio, alguns de desintoxição, de internação, alguns conseguem no Caps, no ambulatório… É importante entender que, após o tratamento, esta pessoa precisa de acompanhamento, de ajuda para reinserção social, profissionalização e reestabelecimento de vínculos", garante o especialista.
A dependência química, segundo Landre, necessita de uma compreensão mais inteira, não apenas como "um problema, uma questão moral, social, biológica e da saúde". Segundo ele, há uma desorganização integral na vida do dependente químico. "Ajudar aos profissionais que atuam com dependência química a ter esta visão integral é muito gratificante.


