Manifestação pede o fim da violência

Cândida Oliveira
candidaoliveira@jornaldodiase.com.br

Estudantes da rede pública e privada do conjunto Rosa Elze, em São Cristóvão, e moradores realizaram ontem, protesto contra a violência. Todos estão chocados com o episódio que envolveu um aluno e um professor da Escola Estadual Professora Olga Barreto. O docente Carlos Christian Almeida Gomes recebeu cinco tiros, sendo atingido por três, no último dia 12. Os disparos foram efetuados por um aluno insatisfeito com uma nota na disciplina de biologia.
Depois de percorrer algumas ruas do conjunto, todos, inclusive amigos do professor, pararam em frente à igreja para fazer uma oração pela recuperação do professor, que está em estado grave e internado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital de Urgência de Sergipe.

Nas mãos, cartazes e faixas com palavras de indignação. Palavras de ordem ‘Somos todos Carlos Christian’ e ‘A escola é lugar de paz, violência nunca mais’ foram utilizadas durante todo o percurso. Professores que também já foram ameaçados se juntaram ao protesto. "A violência é constante e não pontual, acontece em várias escolas. Eu trabalho em outra rede e a violência também está lá", contou o professor Alexandre dos Santos Silva.

Os alunos ainda estão assustados. "Quando eu entrei na escola e perguntei o que tinha acontecido e me disseram que um professor estava baleado, fiquei desesperada. A situação foi horrível", disse a estudante Mariana Marta.
O ato cobrava mais ações do poder público e mais participação da família na educação de crianças e jovens. "Nosso objetivo também é chamar a atenção da sociedade, no sentido de participar da escola, porque a escola não é feita só de professor, funcionário e aluno, a escola precisa da participação dos pais, a escola é um complemento da família", disse a presidente do Sindicato dos Funcionários das Escolas Públicos, Lívia Maria Santos.

Uma representante do Sintese, Claudia Oliveira, disse que o objetivo do ato também é cobrar compromisso com as autoridades responsáveis. "Um estudante de apenas 17 anos ter acesso a uma arma é absurdo. Então, temos que cobrar o desarmamento da população", destacou. A família do professor estava na passeata, mas preferiu não falar com a imprensa.
O aluno suspeito de efetuar os disparos ainda não foi encontrado pela polícia. A Delegacia de Homicídios informou que policiais ainda estão em busca do adolescente.

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