Paulo Victor Chagas
Agência Brasil
A presidenta Dilma Rousseff, candidata do PT à reeleição, voltou a defender ontem o estímulo à política industrial do governo. Segundo ela, os bancos públicos dão créditos subsidiados, com juros mais baixos e prazos maiores, e favorecem o investimento no Brasil. Em viagem a Belo Horizonte, a candidata disse que a falta de juros subsidiados poderia comprometer setores como o agronegócio e a política habitacional.
"Temos uma política de subsídios, não nos envergonhamos dela, achamos que ela viabilizou muitas conquistas e sustenta toda a estrutura produtiva deste país. É absolutamente temerário, inacreditável que alguém proponha reduzir o papel dos bancos públicos", disse Dilma, em referência ao programa da candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva. Para Dilma, são os bancos públicos que sustentam a política de pleno emprego, e tomar alguma medida contrária a esse incentivo poderia representar risco de desemprego.
Em entrevista coletiva após participar da 8ª Olimpíada do Conhecimento, Dilma citou também a redução dos impostos da folha de pagamento das empresas. "Cobra-se pelo faturamento e isso não pesa na folha, como antes. Mudamos a forma de cobrar o imposto, e provocou-se uma redução do custo do trabalho. [São] necessárias muito mais iniciativas como essa. Tenho certeza de que um dos grandes alicerces do futuro da política industrial no Brasil é de fato a geração de inovação."
Mais cedo, em discurso para empresários da indústria, na Olimpíada do Conhecimento, a candidata fez um balanço das ações de seu governo no setor, "não para ficarmos satisfeitos com o que já fizemos, mas para continuarmos a fazer".


