Kátia Azevedo
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Com o tema "Ocupar ruas e praças por liberdades e direitos", movimentos sociais e religiosos realizam amanhã, durante o feriado de 7 de setembro, o Grito dos Excluídos.
Na manhã de ontem, os organizadores da manifestação realizaram coletiva na Cúria Metropolitana de Aracaju, na Praça Olímpio Campos, centro da cidade. A iniciativa reuniu a imprensa para divulgar os detalhes da programação do evento, que entra agora na 20ª edição.
Em Sergipe, o evento está programado para acontecer após o desfile cívico-militar em comemoração à data da Independência da República.
De acordo com o arcebispo de Aracaju Dom Palmeira Lessa, o evento representa uma mobilização importante para toda a sociedade ao dar voz às camadas sociais que sofrem a exclusão social sem acesso as mínimas condições de sobrevivência. "O Grito dos Excluídos representa acima de tudo um ato de fé cristã e de solidariedade", ressaltou.
A coletiva também reuniu representações sindicais, além de membros de entidades de classes e movimentos estudantis a exemplo da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Movimento Organizado dos Trabalhadores Urbanos (MOTU) e a Associação dos Defensores Públicos de Sergipe.
Nesta edição, o Grito dos Excluídos traz para as ruas as manifestações que ocorreram com grande intensidade no ano passado e início deste ano em todo o país.
Dom Palmeira Lessa destacou que as manifestações ocorridas neste ano trouxeram de volta a importância da manifestação popular nas ruas, nas eleições e no cotidiano.
Na capital sergipana, o ato terá início às 9h com concentração na Praça Fausto Cardoso, no centro da cidade. De lá, os participantes farão uma marcha pela Avenida Barão de Maruim. O evento também levará para as rias temas como a Luta Contra a Criminalização dos Pobres, Lutadores e dos Movimentos Sociais; Por mais Participação Popular nas Esferas de Decisão; Pela Democratização da Comunicação; Contra o Estado Ditador e Repressor e pela Comissão Nacional da Verdade; Pelo Direito à Dignidade e o Fim da Fome no Brasil; Contra o Trabalho Escravo Precarizado e o Tráfico de Mulheres e Crianças; Contra Megaprojetos e Megaeventos que não se traduzam em Melhorias para a População Brasileira mais Necessitada; Pelo Direito à Terra, território e moradia; Contra o Extermínio da Juventude Negra; em favor dos Povos Indígenas e Tradicionais e o combate à violência contra a mulher.


