A polícia de Laranjeiras (Vale do Cotinguiba) deverá indiciar nos próximos dias o principal suspeito de assassinar a estudante Sandy Evina Alves do Nascimento, 16 anos, que foi morta com um tiro na cabeça na sexta-feira, próximo ao CAIC da cidade. O ex-namorado da vítima, José Aelson do Livramento Júnior, 20 anos, foi implicado no inquérito do caso após se apresentar na Delegacia Plantonista, em Aracaju, e prestar depoimento acompanhado por seu advogado. A informação foi confirmada pelo delegado de Laranjeiras, Marcelo Paes.
De acordo com ele, o acusado se apresentou no sábado e não ficou preso na delegacia, porque um artigo da Lei Eleitoral prevê que nenhuma pessoa habilitada a votar poderá ser presa ou detida no período que começa cinco dias antes da eleição e termina 48 horas depois. Paes acredita que a atitude do suspeito foi uma "manobra jurídica" orientada pelo advogado para evitar sua prisão. "O advogado se aproveitou da Lei Eleitoral para apresentar seu cliente. E o delegado de então, sem ter o que fazer, teve que obedecer a Lei e liberou ele", disse, indicando que poderá pedir que a Justiça decrete a prisão preventiva de Aelson, caso ele não se apresente novamente à polícia até esta quinta-feira.
Ainda conforme o delegado, o ex-namorado entregou sua arma ao delegado, um revólver calibre 32 com cinco munições, e alegou que o tiro disparado contra Sandy foi acidental. "A versão foi a de que ele estava fazendo o transporte de uma arma, a pedido de um amigo, e quando encontrou com a ex-namorada no meio do caminho, ele falou que estava armado e ela não acreditou. Ele diz que mostrou a arma e que ela teria batido na mão dele quando a arma disparou", explicou Paes.
O policial acrescenta que esta versão é desmentida claramente por outras provas já colhidas no inquérito, incluindo o depoimento de testemunhas que confirmam alguns episódios de agressão e ameaças que a estudante teria sofrido durante o relacionamento. Outras testemunhas deverão ser ouvidas e uma perícia de balística será realizada na arma apresentada pelo acusado, a fim de confirmar – ou não – se ela foi usada no crime. (Gabriel Damásio)
A polícia de Laranjeiras (Vale do Cotinguiba) deverá indiciar nos próximos dias o principal suspeito de assassinar a estudante Sandy Evina Alves do Nascimento, 16 anos, que foi morta com um tiro na cabeça na sexta-feira, próximo ao CAIC da cidade. O ex-namorado da vítima, José Aelson do Livramento Júnior, 20 anos, foi implicado no inquérito do caso após se apresentar na Delegacia Plantonista, em Aracaju, e prestar depoimento acompanhado por seu advogado. A informação foi confirmada pelo delegado de Laranjeiras, Marcelo Paes.De acordo com ele, o acusado se apresentou no sábado e não ficou preso na delegacia, porque um artigo da Lei Eleitoral prevê que nenhuma pessoa habilitada a votar poderá ser presa ou detida no período que começa cinco dias antes da eleição e termina 48 horas depois. Paes acredita que a atitude do suspeito foi uma "manobra jurídica" orientada pelo advogado para evitar sua prisão. "O advogado se aproveitou da Lei Eleitoral para apresentar seu cliente. E o delegado de então, sem ter o que fazer, teve que obedecer a Lei e liberou ele", disse, indicando que poderá pedir que a Justiça decrete a prisão preventiva de Aelson, caso ele não se apresente novamente à polícia até esta quinta-feira. Ainda conforme o delegado, o ex-namorado entregou sua arma ao delegado, um revólver calibre 32 com cinco munições, e alegou que o tiro disparado contra Sandy foi acidental. "A versão foi a de que ele estava fazendo o transporte de uma arma, a pedido de um amigo, e quando encontrou com a ex-namorada no meio do caminho, ele falou que estava armado e ela não acreditou. Ele diz que mostrou a arma e que ela teria batido na mão dele quando a arma disparou", explicou Paes. O policial acrescenta que esta versão é desmentida claramente por outras provas já colhidas no inquérito, incluindo o depoimento de testemunhas que confirmam alguns episódios de agressão e ameaças que a estudante teria sofrido durante o relacionamento. Outras testemunhas deverão ser ouvidas e uma perícia de balística será realizada na arma apresentada pelo acusado, a fim de confirmar – ou não – se ela foi usada no crime. (Gabriel Damásio)