Kátia Azevedo
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Trabalhadores que executam serviços de limpeza urbana realizaram na manhã de ontem uma manifestação na porta da empresa Torre, no bairro Inácio Barbosa, zona sul de Aracaju.
O protesto foi iniciado nas primeiras horas do dia pelo Sindicato dos Trabalhadores de Limpeza Pública e Comercial do Estado de Sergipe (SindeLimp) e reuniu grande concentração de profissionais.
De acordo com Reyvanderson Fernandes dos Santos, presidente do sindicato, os trabalhadores decidiram realizar a manifestação para cobrarem melhores salários e condições de exercer a atividade.
"Estamos convocando todos os trabalhadores de Sergipe que fazem a limpeza urbana para aprovação da campanha salarial 2015-2016 a ser realizada na sede da Força Sindical na próxima sexta-feira, com início previsto para as 17 horas", informou.
Ainda segundo Reyvanderson, o sindicato está realizando uma mobilização em várias cidades sergipanas para reunir todos os trabalhadores na próxima sexta-feira. "Durante a campanha, estaremos discutindo as nossas pautas e reivindicações que são o reajuste de 15,5%, planos de saúde e odontológico e cestas básicas. Escolhemos a Empresa Torre para fazer a manifestação em razão de várias denúncias de represálias que os trabalhadores vêm recebendo", revela.
Ele conta que hoje o estado possui cerca de 15 mil trabalhadores sujeitos a várias situações de exploração. "Em razão disso estamos fazendo um mapeamento sobre as relações de trabalho envolvendo agentes de limpeza em todos os municípios de Sergipe. O objetivo é a categoria se organizar através da atuação sindical", comenta.
A manifestação contou com o apoio da Força Sindical. Os manifestantes utilizaram um carro de som para denunciar o regime de escravidão e com salários escassos.
Na semana passada, os agentes de limpeza chegaram a realizar uma paralisação das atividades com a suspensão de coleta de lixo. O presidente do SindeLimpe disse ainda que já foi realizada uma assembleia com a categoria na qual todos os profissionais demonstraram grande insatisfação com a atual situação salarial e condições de trabalho.
"Se continuar deste jeito já pensamos em uma paralisação dos serviços", não descarta.
O sindicalista também ressaltou que a categoria está mobilizada e que está tentando entregar a proposta ao grupo das empresas, mas o mesmo não aceita.


