Gabriel Damásio
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Uma troca de tiros levou pânico ao Centro de Aracaju, por volta das 18h30 de ontem. Quatro homens que tinham acabado de assaltar uma lanchonete na Rua Capela dispararam contra um homem de moto que passou por eles e também abriu fogo. O confronto, ocorrido na esquina da Capela com a Rua Laranjeiras, durou cerca de um minuto e resultou na morte de três dos suspeitos, os quais não foram identificados até o fechamento desta edição. O quarto homem ficou ferido e foi internado no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse).
Segundo o tenente-coronel Vivaldy Cabral, comandante do 8º Batalhão de Polícia Militar (8º BPM), os suspeitos baleados estavam em um VW Polo prata e já eram investigados por outros assaltos já cometidos em casas comerciais do centro e da zona sul. "Esse carro já foi descrito em várias ocorrências de assalto aqui no centro. As vítimas relatavam que os meliantes sempre usava m um Polo prata para chegar aos locais e fugir. Além disso, eles estavam armados com revólveres e armas brancas", disse ele.
O coronel descreve que os quatro homens haviam terminado de roubar a lanchonete "Rei da Coxinha", próximo ao Terminal Fernando Sávio (Rodoviária Velha), quando foram alcançados na esquina pelo motociclista. Este, por sua vez, sacou uma arma e atirou contra os ocupantes, que revidaram e foram atingidos. O autor dos disparos fugiu rapidamente do local, aparentemente sem ter sido atingidos. Algumas testemunhas declaram que ele seria um policial, mas o comandante do 8º BPM não confirma essa informação.
Além dos revólveres e das facas, os policiais militares também apreenderam o dinheiro levado da lanchonete e as armas utilizadas no assalto. O trânsito na esquina da Capela com a Laranjeiras foi interditado, até o fim dos trabalhos dos peritos do Instituto Médico-Legal (IML) e do Instituto de Criminalística. Policiais militares, incluindo o comandante-geral Maurício Iunes, e agentes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) também permaneceram isolando o local e levantando informações. Uma delas, conforme Vivaldy, aponta que os quatro suspeitos baleados já têm passagem pela polícia, sendo alguns ex-internos do Centro de Atendimento ao Menor (Cenam).


