Dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES) indicam que o número de sergipanos portando o vírus da Aids vem registrando amplo crescimento ao longo dos últimos anos. No Dia Mundial de Combate ao HIV, realizado ontem, foi anunciado que, desde o primeiro semestre de 1987 até novembro de 2014, foram contabilizados 3.831 casos no estado. No ano passado foram registrados 317 novos casos; para este ano, a perspectiva do Ministério da Saúde é que sejam326. Paralelo ao aspecto negativo relacionado ao crescimento desses números, a falta de consciência da população preocupa os gestores que atuam no combate à Aids.
Apesar do Alto grau de conhecimento a respeito do vírus HIV, o estigma e discriminação ainda estão presentes em Sergipe e nos demais estados brasileiros. Aumento expressivo das múltiplas parcerias sexuais, sem ocorrer o aumento no uso de preservativo tem contribuído para elevação expressiva desses casos. Segundo o gerente do Programa Estadual de Combate à DST/Aids em Sergipe, o médico Almir Santana, é preciso que as pessoas entendam que a Aids não tem cura e que apesar de existir remédios, eles causam vários efeitos colaterais. Para o especialista, é preciso que, independente de conhecer o respectivo (a) parceiro (a), o uso do preservativo é fundamental.
Ainda de acordo com Almir Santana, diariamente a Secretaria de Saúde tem trabalhado em todos os municípios sergipanos para distribuir preservativos e chamar a atenção dos habitantes para os cuidados que devem obter antes da prática sexual. Para ele, atender as orientações dos médicos é o primeiro grande passo para inviabilizar a contaminação. "As pessoas estão achando que por existir remédios para a doença, podem deixar de usar a camisinha. É preciso lembrar que os remédios causam efeitos colaterais. Fazer sexo sem camisinha não vale à pena, pois a Aids ainda não tem cura e os cuidados são essenciais. Estamos sempre trabalhando nessa missão, mas muitos parecem não ter medo da AIDS e não se previnem", disse.
Além das campanhas de prevenção realizadas ao longo do ano, através do Serviço de Assistência Especializada (SAE) em DST, HIV e Aids, a pessoa tem condição de realizar o teste rápido. Dependendo do resultado, caso seja positivo, o cidadão já começa o processo de tratamento da doença. De acordo com informações do SAE, em Aracaju, até setembro, foram registrados mais de três mil usuários, sendo 800 adultos vivendo com o HIV, 1800 adultos com diagnóstico de Aids e 57 crianças portadores de HIV/Aids.
A meta, segundo Almir Santana, é intensificar a distribuição de preservativos e tentar conscientizar os brasileiros a se proteger com maior natureza. "Nós da saúde estamos diariamente fazendo a nossa parte, mas é preciso que todos possam se unir a nós juntos tentar combater essa doença que ainda não tem cura. Todos sabem muito bem como evitar, mas muitos ainda acham que estão imunes. Aids é uma doença seria e precisa ser evitada. Para isso basta usar a camisinha", pontuou Almir.


