Gabriel Damásio
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Mais uma agência bancária volta a ser alvo das quadrilhas que explodem caixas eletrônicos em todo o estado. Por volta das 4h30 de ontem, foi a vez da agência do Banco do Brasil situada no centro de Nossa Senhora do Socorro (Grande Aracaju). Segundo a Polícia Militar, pelo menos três homens armados conseguiram entrar na área de autoatendimento do banco e detonar dois explosivos em um dos equipamentos. Moradores da vizinhança relataram ter ouvido o som de duas explosões, sendo uma forte e outra mais fraca.
Segundo a capitã Evangelina de Deus, porta-voz interina da PM, o equipamento ficou muito destruído, mas o impacto não foi o suficiente para danificar o cofre do caixa, o que fez os bandidos fugirem da agência sem levar nenhuma quantia em dinheiro. Testemunhas disseram que os assaltantes usavam um carro VW Golf de cor branca e portavam armas longas. A hipótese mais provável é de que bananas de dinamite teriam sido usadas para destruir o caixa. Portas de vidro e divisórias também foram destruídas pelas explosões.
A unidade do BB ficou boa parte do dia isolada pela polícia, para a análise de peritos do Instituto de Criminalística. A porta-voz disse que policiais do Batalhão de Policiamento de Radiopatrulha (BPRp) ainda foram mandados para o local assim que a PM foi avisada, mas os criminosos já tinham escapado. Ela confirmou ainda que o circuito interno de TV da agência registrou a movimentação dos assaltantes e as imagens já foram requisitadas para ajudar nas investigações. O caso será investigado pelo Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), com participação do Serviço Reservado da PM (PM-2).
Outros casos – Em um balanço divulgado ontem, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que, ao longo deste ano, já são 19 agências e postos bancários onde aconteceram explosões de equipamentos ou tentativas, sendo 16 em cidades do interior – duas delas em Poço Redondo (Sertão) – e três delas na Grande Aracaju, incluindo o que aconteceu ontem. O órgão afirma que o número de ocorrências é menor que o do ano passado, quando 22 casos foram registrados.
Das explosões ocorridas em 2014, 17 tiveram as investigações assumidas pela Polícia Civil, que conseguiu identificar e prender os autores de 15 casos, o que resultou na prisão de 30 criminosos que agiram em Sergipe, Alagoas e Bahia. Nestas ações, foram apreendidas 139 armas de fogo, entre revólveres, pistolas e armas longas, e 311,8 quilos de drogas como crack, cocaína e maconha, as quais, de acordo com a polícia, estariam por trás da atuação das quadrilhas. Altas quantias em dinheiro e dezenas de veículos foram igualmente apreendidas, além de bananas de dinamite que geralmente são roubadas ou desviadas de pedreiras ou de lojas autorizadas pelo Exército para a comercialização dos explosivos.


