Centrais sindicais vão às ruas

Em Aracaju, também houve protesto. Centenas de trabalhadores e trabalhadoras lotaram a avenida Ivo do Prado, no centro da cidade, em frente ao prédio do INSS na manhã de ontem no Dia Nacional de Lutas contra a perda de direitos e em defesa do emprego, organizado pela CUT, CSB, CTB, Força Sindical e UGT.

No ato unificado da capital, as centrais sindicais cobraram do governo federal a revogação das Medidas Provisórias (MPs) 664 e 665, que mudaram as regras de acesso a direitos como o seguro-desemprego, abono salarial (PIS-Pasep), auxílio-doença e o seguro-defeso. Também questionaram os rumos da política econômica adotados pelo Ministério da Fazenda, que, segundo os sindicalistas, levarão o país à recessão.

Os sindicalistas também criticaram a alegação do governo de que as novas regras vão reduzir custos de aproximadamente R$ 18 bilhões por ano, eliminar excessos, aumentar a transparência e corrigir distorções, visando a sustentabilidade dos programas que utilizam os fundos de Amparo ao Trabalhador e da Previdência Social.

Para o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Rubens Marques, as medidas representam a perda de direitos conquistados pelos trabalhadores ao longo dos anos.
"Estas medidas são contrárias ao projeto de melhorias sociais defendidas pela presidenta Dilma Rousseff durante a campanha eleitoral que a elegeu nas urnas. Na prática, as novas regras diminuem os direitos sociais, reduzem a renda, a produção, o acesso ao trabalho", critica.

As centrais sindicais garantem que vão manter a mobilização e não sairão das ruas até serem ouvidas pelo governo. No dia 26 de fevereiro, haverá a Marcha da Classe Trabalhadora, quando as representações sindicais entregarão uma pauta de reivindicações ao Executivo federal, aos governos estaduais e ao empresariado. Entre elas, o fim do fator previdenciário; redução da jornada para 40 horas semanais; fim do Projeto de Lei nº 4330/04, que amplia as terceirizações; correção da tabela do Imposto de Renda; mais investimentos em saúde, educação e segurança.

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