SEGURANÇA REFORÇADA

Milton Alves Júnior

Usuários do transporte coletivo voltaram a se mobilizar na tarde de ontem contra o reajuste de 15% no valor da tarifa, e pela realização imediata de auditoria nos gastos realizados pela Prefeitura de Aracaju e empresas de ônibus que prestam serviço a mais de 300 mil passageiros todos os dias. Reunidos no terminal de integração do Distrito Industrial de Aracaju (DIA), o grupo formado por cerca de 30 pessoas aproveitou a oportunidade para dialogar com a população e em seguida saíram em caminhada pela Avenida Hermes Fontes.
Coordenado pelo movimento ‘Não Pago’ o ato não registrou nenhum impasse entre servidores da GMA e integrantes da marcha. Durante o protesto foram citados os nomes dos 13 vereadores que votaram a favor do reajuste de 15%, o prefeito que sancionou a lei, gestores da Superintendência Municipal de Transporte e Transito, além de agentes da GMA.

A guarda tem sido apontada como o responsável por torturar e humilhar manifestantes que nas semana anteriores foram às ruas e avenidas da capital para reivindicar a redução da tarifa e a qualificação do serviço público. Segundo o ‘Não Pago’, por volta das 20h do último dia 24, uma guarnição da GMA abordou dois manifestantes e os obrigaram a gravar vídeos pedindo desculpas à corporação. Durante a conduta, duas manifestantes teriam recebido intimações para saídas íntimas.
Para Flávio Marcel Menezes, membro e coordenador do movimento, é preciso que o poder judiciário em parceria com o Ministério Público Estadual (MPE), atuem de forma eficaz para evitar que agressões e torturas voltem a ser realizadas. Dessa forma, a perspectiva é que os manifestantes sintam-se mais tranquilos para pleitear mudanças. "A fama de João Alves é essa mesmo, se equipar a segurança e partir pra cima de quem vai de contra aos interesses da gestão dele. Assim foi com professores e agentes de saúde quando ele era governador, e agora tem sido com os estudante e passageiros do transporte público. Se a intenção do prefeito e seus vereadores cúmplices é tentar barrar a vontade do povo, está muito enganado. Nossa luta vai continuar até que os nossos direitos sejam garantidos", disse.

Na última quinta-feira, o ‘Não Pago’ entrou com uma ação judicial junto ao Tribunal de Justiça de Sergipe solicitando que a Guarda Municipal fosse impossibilitada de abordar e prender manifestantes. No final da tarde de ontem, por volta das 17h, o Comando Geral da GMA foi informada que o pedido havia sido negado pelo poder judiciário.
Para a próxima semana outros atos estão previstos. Os movimentos prometem divulgar o calendário até a próxima terça-feira, 02 de fevereiro.

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