Mulher é agredida e morre esfaqueada pelo marido

Gabriel Damásio

Um crime chocou a população de Poço Verde (Centro-Sul), na noite de anteontem. A dona-de-casa Edimária Rocha Silva Brito, 30 anos, foi encontrada morta por vizinhos no quintal da casa onde morava, no Conjunto Valadares, periferia da cidade. O cadáver estava seminu, com várias marcas de facadas no pescoço e uma faca de serra, possivelmente usada no crime, cravada no céu da boca. Segundo a polícia local, o principal suspeito do crime é o companheiro da vítima, um homem conhecido como "Cigano", que teria fugido pelos fundos da residência.

Testemunhas e familiares contaram à polícia que "Cigano" e Edimária estavam bebendo e conversando na sala da residência, quando começaram a discutir fortemente. Durante a discussão, o homem teria ido até a cozinha, se armado com a faca de serra e atacado a vítima. Depois de agredi-la com socos e puxá-la pelos cabelos, "Cigano" deu várias facadas no pescoço da companheira e, antes de fugir, deixou a faca cravada na boca da vítima. Instantes depois, uma vizinha foi até a casa, descobriu o corpo e telefonou para a Polícia Militar e pediu ajuda. Uma equipe médica chegou a ser acionada, mas a mulher morreu antes de ser socorrida.

A suspeita da polícia é de que a discussão teria sido motivada pelo fim do relacionamento entre "Cigano" e Edimária, que viviam juntos nos últimos sete meses – e que o acusado não aceitava.  A vítima tinha dois filhos de um relacionamento anterior e há controvérsias sobre a presença ou não das crianças no local do crime: segundo um irmão de Edimária, o menino mais velho teria ouvido toda a discussão do casal, mas a informação é negada pela polícia e pelos vizinhos.
O crime será investigado pela Delegacia de Poço Verde, que deve apurar, além das circunstâncias do crime, se já havia outras agressões do acusado à dona-de-casa, conforme denúncias que já foram feitas à polícia.

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