Nesta sexta-feira Eduardo Amorim (PSC) participou de debate sobre a reforma política no I Encontro Estadual de Presidentes de Câmaras de Sergipe. Organizado pelo presidente da Câmara Municipal de Aracaju, Vinícius Porto, o evento reuniu senadores, deputados federais, prefeitos e vereadores com o objetivo de ampliar a discussão no Estado.
Na ocasião, o senador Eduardo sugeriu que o encontro fosse documentado objetivamente com consenso da opinião dos vereadores de Sergipe sobre os principais pontos da reforma política. Em abril, o documento será apresentado ao presidente do Senado Federal, Renan Calheiros, e da Câmara Federal, Eduardo Cunha.
Para Eduardo, "o momento é de muita responsabilidade e de darmos a resposta que o povo tem cobrado. As manifestações públicas são o principal termômetro para discutirmos mais do que nunca o assunto. As câmaras legislativas municipais têm que opinar e participar para conseguirmos as mudanças que o povo tanto almeja. Levaremos o documento do evento de hoje para o Congresso Nacional é mostraremos que os municípios também querem espaço na discussão", afirma o senador.
Vinícius Porto achou válida a ideia de encaminhar o documento para os presidentes do Senado e Câmara Federal e acrescentou que o objetivo do evento é "atender o clamor popular que tem cobrado uma reforma no sistema político do País.", disse o presidente da Câmara de Aracaju.
O senador Eduardo destacou que a reforma política é um tema que a sociedade pede urgência na tramitação. "É um momento salutar e que fortalece a nossa democracia. A reforma política é simples e possui cinco pontos fundamentais que podiam ser resolvidos de imediato: ter ou não reeleição, voto proporcional, eleição unificada, tipo de financiamento para campanha e tempo de mandato", explica o parlamentar.
Dentro das mudanças no quadro eleitoral, o senador Eduardo acredita no fim da reeleição. "O país não está preparado para esse instrumento que é a reeleição. Assistimos, frequentemente, a abusos de poder daqueles que fazem de tudo para se manter no poder. Em grande parte é assim que acontece. É extremamente desigual você competir com quem está no poder e não tem princípio ou zelo público", diz.


