Municípios com alto e médio risco de infestação de Dengue serão advertidos

O secretário de Estado da Saúde, José Sobral, e os técnicos da Vigilância Epidemiológica Estadual, através do Núcleo de Endemias da SES, realizarão nesta sexta-feira, 10, uma reunião de caráter emergencial com os prefeitos e secretários da Saúde dos 15 municípios considerados de alto risco de infestação da Dengue e dos 30 municípios de médio risco. A reunião acontecerá no auditório da Funasa, localizado à avenida Tancredo Neves, às 8 horas.

Os dados foram divulgados no último Levantamento Rápido de Índice de Infestação (LIRAa), realizado de 03 a 06 de março de 2015, e que vem preocupando a Secretaria de Estado da Saúde.
Os 15 municípios com alto risco são: Siriri (12,4%), Simão Dias (10,4%), Feira Nova (6,6%), Pedrinhas (6%), Tobias Barreto (5,8%), Pinhão (5%), Aquidabã (4,7%), Itabaianinha (4,5%), São Cristóvão (4,5%), Carira (4,6%), Moita Bonita (4,2%), Nossa Senhora das Dores (4,2%), Itabaiana (4%), Maruim (4%) e Nossa Senhora da Glória (4%).

Já os 30 municípios sergipanos apontados pelo LIRAa com médio risco são: Areia Branca (3,7%), Cedro de São João (3,6%), Capela (3,3%), Salgado (3,2%), Laranjeiras (3,2%), Pirambu (3,1%), Rosário do Catete (3,1%), Umbaúba (3,1%), Arauá (3%), Lagarto (2,9%), Malhador (2,9%), Campo do Brito (2,8%), Tomar do Geru (2,5%), Ribeirópolis (2,5%), Barra dos Coqueiros (2,4%), São Domingos (2,2%), Carmópolis (2,1%), Monte Alegre de Sergipe (2,1%), Aracaju (2%), Frei Paulo (2%), Porto da Folha (2%), Japoatã (1,8%), Poço Verde (1,8%), Poço Redondo (1,8%), Cristinápolis (1,7%), Boquim (1,7%), Japaratuba (1,3%), Neópolis (1,2%), Riachuelo (1,2%) e Estância (1,1%).

"A Vigilância Epidemiológica Estadual, através do Núcleo de Endemias, vem elaborando diretrizes para intensificar as ações de controle e prevenção do Aedes aegypti na capital e no interior. O objetivo desta reunião é mostrar essas ações desenvolvidas pelo Estado e os resultados. O LIRAa proporciona informações precisas para que os municípios intensifiquem cada vez mais as ações de prevenção e de controle. Os municípios devem se embasar na classificação de risco avaliada pelos índices de infestação identificados para corrigir os problemas e eliminar os criadouros do mosquito. O combate à Dengue é um trabalho conjunto entre a União, o Estado, os Municípios e cada cidadão", comenta Sidney Sá, gerente do Núcleo de Endemias da SES.

O período chuvoso aliado com as temperaturas elevadas, segundo a técnica, favorece a proliferação do mosquito e o risco de uma epidemia. "Os municípios devem sempre identificar os bairros em que há mais focos de reprodução do mosquito e tomar medidas urgentes para que não tragam consequências. Os gestores devem usar os meios de comunicação para divulgar campanhas e informar à população sobre o risco da epidemia e sensibilizar para manter as casas longe do mosquito. Todos devem fazer a sua parte. As prefeituras devem solicitar a presença da Brigada Itinerante e do Carro Fumacê, sempre quando for identificado o foco da doença e o risco à população", complementa.

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