Taxista sumido em Umbaúba é encontrado morto

O taxista João da Silva Cruz, 31 anos, que estava desaparecido durante nove dias, foi encontrado morto na noite de anteontem. O corpo estava enterrado em uma cova rasa cavada às margens da BR-101, no povoado Palmeirinha, em Umbaúba (Sul). Na manhã de ontem, os pais do taxista reconheceram o cadáver no Instituto Médico-Legal (IML), em Aracaju. Apesar do estado de decomposição, João foi identificado pelo cavanhaque e por uma cicatriz que ele tinha nas pernas, além das roupas que ele usava no dia em que desapareceu.

A Polícia Civil confirma que o taxista foi assassinado e anunciou a prisão de um suspeito: Givaldo Dias dos Santos, 30, que foi detido em uma oficina no centro de Itabaianinha e confessou o crime, indicando o local onde teria enterrado o cadáver. Segundo o delegado-geral Everton Santos, o acusado também é suspeito de ter assassinado um segundo homem, o qual estaria enterrado no mesmo local. "Havia uma pessoa desaparecida em Itabaianinha e isso já estava sendo investigado. Foi quando surgiu o desaparecimento desse taxista em Umbaúba. Nós identificamos um suspeito e, depois de ser localizado com a ajuda do Dipol [Divisão de Inteligência], quando estava entrando em nosso Estado, ele foi preso e confessou as duas mortes", informou Everton.

Equipes do Corpo de Bombeiros e das delegacias de Umbaúba, Itabaianinha e Regional de Estância foram ao local indicado e fizeram escavações em busca dos corpos. Após o resgate do cadáver de João, as buscas seguiram em busca da segunda vítima, um vendedor ambulante de 30 anos que saiu de sua casa em 17 de fevereiro e, desde então, não foi mais visto e nem contatado. A polícia descobriu imagens de câmeras de segurança que mostrariam Givaldo acompanhando o ambulante e o taxista, em dois momentos diferentes. Por conta disso, o suspeito chegou a ter sua prisão temporária decretada.

Crime do sargento – A Polícia Civil também confirmou que outros dois suspeitos pelo assassinato do sargento da PM André Nascimento Neto, morto em 20 de fevereiro na Barra dos Coqueiros (Grande Aracaju), já se entregaram ao delegado Carlos Frederico Muricy, da 11ª Delegacia Metropolitana (11ª DM). Eles foram à delegacia com um advogado e prestaram depoimento, após serem citados pelo suspeito Éverton Gomes de Santana, o "Guinha", que foi preso na última segunda-feira e teve seu depoimento gravado e divulgado pelo WhatsApp. O delegado afirma que só vai falar sobre o assunto após a prisão de todos os outros envolvidos no crime. (Gabriel Damásio)

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