Milton Alves Júnior
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A partir do próximo dia 6 de agosto as vagas públicas de estacionamento do Centro da capital voltarão a ser fracionadas por parquímetros. A mudança, que desagradou a maioria dos comerciantes e clientes, foi oficializada pela Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), justamente uma semana após a Prefeitura de Aracaju informar que as câmeras de monitoramento passariam a autuar condutores que procedessem de forma irregular. Em nota emitida na manhã de ontem pelo órgão, foi declarado que este procedimento será procedido em aproximadamente três mil vagas que se encontram espalhadas também pelos bairros Siqueira Campos e São José.
Quando a questão é relacionada a valores, a SMTT alega que o máximo que poderá ser cobrado será de R$ 1,50 por hora e a cobrança também será fracionada, ou seja, caso a pessoa fique ocupando o espaço por 40 minutos, pagará pelo período usufruído. Apesar da garantia de melhor condição de estacionamento e segurança para os donos de veículos, críticas e cobranças feitas por motoqueiros e motoristas não deixaram de ser feitas. Parte destes futuros clientes do parquímetro lembra que em 2012, no auge da campanha eleitoral para prefeito de Aracaju, João Alves Filho, que fora eleito no primeiro turno, prometeu construir um estacionamento amplo e público nas intermediações do Terminal de Integração próximo ao bairro Industrial. A promessa até agora não foi cumprida e os aracajuanos ficam na bronca.
Trabalhador lojista há oito anos, Fabiano Coelho disse ter acreditado na promessa de progresso do centro comercial da capital. Hoje, após saber dessa cobrança, a sensação é de preocupação com o futuro. "Digo isso porque tem um rapaz aqui perto da loja que não guarda vaga, mas sempre que eu chego e tem um espaço ele fica de olho. Nunca tive meu carro roubado ou danificado, e no final do dia sempre dava uns dois reais pra ele. Agora como é que vai ser? Cadê o bendito estacionamento que o senhor prometeu pra gente, prefeito?", indagou. Para aqueles que moram em uma dessas três regiões, mas não tem garagem em casa, pode se cadastrar como morador e poderá estacionar na região sem ônus. Apesar de garantir segurança, os populares temem danos irreparáveis por parte do poder público.
Também mostrando-se contra o retorno destes equipamentos, a servidora pública Aliete Santos acredita que, caso o carro dela seja violado e os pertences internos sejam subtraídos, a prefeitura não vai arcar com o prejuízo. Na opinião da consumidora, antes de reinstalar os parquímetros era preciso ampliar a Guarda Municipal no Centro, e dar mais condição de trabalho para os agentes da SMTT. "Vamos esquecer um pouco essa questão do estacionamento público que não passou de uma promessa falsa de campanha. Só pergunto o seguinte: por que não contratam mais agentes para a SMTT e para a GMA? Dessa forma a fiscalização seria mais apropriada e a segurança seria maior e melhor para todos. Eu também não aprovo essa medida e lamento a falta de compromisso com as promessas", disse.
Funcionamento – A SMTT explicou que utilizar o sistema de estacionamento, o cidadão deve ir no site ou no aplicativo do órgão e criar uma conta de usuário. Nela, ele cadastra os veículos, define o tipo de uso e coloca créditos. Ao estacionar, o motorista aciona o aplicativo, onde também pode verificar vagas disponíveis e já debita o valor. Se a pessoa não tem internet ou smartphone, pode se dirigir a qualquer ponto de venda, que são estabelecimentos da área, como lanchonetes ou lojas, e pagar pelo uso da vaga. O serviço vai abranger carros, motos, carga e descarga e moradores.


