Flanelinha é denunciado por morte de turista mineira

O lavador de carros Ernande Marcelino da Silva, 42 anos, foi denunciado pelo Ministério Público pela autoria do assassinato da turista mineira Cleuza Lourenço Machado, 49, encontrada morta e com sinais de estupro na Praia da Aruana (zona de expansão de Aracaju). O crime aconteceu no dia 15 de março deste ano e o acusado foi preso duas semanas depois pela Polícia Militar. A ação foi impetrada na 5ª Vara Criminal de Aracaju, por meio dos promotores Deijaniro Jonas Filho e Rogério Ferreira da Silva. Eles pedem que Ernande seja julgado e condenado pelos crimes de homicídio qualificado e estupro.

Na petição inicial, os promotores apresentam cinco qualificadoras para o crime de homicídio: motivo fútil para a prática criminosa, o estupro contra a mulher e os fatos de a morte ter acontecido por asfixia mecânica (esganadura), em um local deserto para garantir a ocultação do cadáver e sem qualquer chance de reação ou defesa da vítima. Segundo a denúncia, baseada nas investigações da Polícia Civil, Cleuza passava férias em Aracaju e caminhava na praia, em frente ao antigo hotel Parque dos Coqueiros, quando foi atacada pelo flanelinha. "Após apor resistência, a ofendida foi constrangida, mediante violência, a com ele ter conjunção carnal. Em seguida, o incriminado asfixiou mecanicamente a vítima, ocasionando-lhe o óbito, após o que arrastou seu corpo por cerca de 12 metros, abandonando-o em seguida e evadindo-se do local", afirma a denúncia.

Ao ser preso, Ernande confessou o crime aos policiais e alegou que Cleuza havia consentido em fazer sexo com ele, mas acabou desmentido pelas investigações da polícia e por laudos do Instituto Médico-Legal (IML), os quais indicaram sinais de luta corporal e de que a mineira foi amarrada pelos pulsos. A PM apreendeu ainda uma faca peixeira que, segundo as investigações, foi usada pelo acusado para ameaçar a vítima.
Ainda de acordo com Deijaniro, pesou o fato de o flanelinha ser foragido da Justiça do Distrito Federal, onde foi condenado por oito homicídios e cumpriu parte da pena. Ele ficou 19 anos detido no Complexo da Papuda, em Brasília, e fugiu para Sergipe depois de receber uma saída temporária. Os promotores também pediram que um exame de sanidade mental seja feito no acusado, para detectar se ele tem problemas psicológicos ou condições de responder ao processo. (Gabriel Damásio)

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