Polícia apreende 658 armas de fogo no primeiro semestre

Dois adolescentes ar-mados com uma pis-tola calibre 380 mm foram apreendidos no último domingo, 19, em um bloqueio surpresa do Grupamento de Ações Táticas do Interior (GATI) em uma festa no município de Carmópolis. O caso de porte ilegal de arma de fogo é mais um a engrossar os dados da Coordenadoria de Estatística e Análise Criminal (Ceacrim) da Secretaria de Segurança Pública referentes à apreensão de armas de fogo.

Somente no primeiro semestre deste ano, o Ceacrim, que utiliza os dados cartorários das delegacias Estado para produzir suas estatísticas, registrou 658 armas de fogo retiradas das mãos de criminosos. Esse número é maior que o registrado de janeiro a junho de 2014, quando a polícia apreendeu 619 armas. Para o comandante do GATI, major George Melo, a elevação do número de operações em todo Estado tem contribuído para o aumento do número de armas apreendidas.
Nos primeiros seis meses do ano, o GATI realizou 600 operações policiais de rotina e surpresa. A tática possibilitou que a unidade da Polícia Militar apreendesse 63 armas de armas de fogo no interior de Sergipe. "Junto com essas armas levamos às delegacias 73 pessoas presas em flagrante; além de 47 veículos, 9,7 quilos crack e 43 quilos de maconha", disse.

Fato comum para os policiais sergipanos é a resposta que os criminosos dão no momento do interrogatório. "Comprei na feira das trocas". A desculpa, claro, não convence nem mesmo o próprio o suspeito. Para o delegado Flávio Albuquerque, diretor do Departamento de Narcóticos (Denarc) da Polícia Civil, uma das explicações para a origem das armas não está em Sergipe.
"Temos um país com uma extensão territorial muito grande e aberta e por mais que a polícia apreenda armas de fogo, outras tantas armas clandestinas estão entrando no país. Então é necessário integrar todos os órgãos, como Exército, Marinha, fiscalização em aeroportos e polícia de forma que tenhamos uma diminuição do ingresso dessas armas em nosso Estado", explicou.

Albuquerque reitera que o Denarc é a unidade da Polícia Civil que mais apreende armas no Estado devido ao tipo de trabalho que executa: o combate ao tráfico de drogas. De 1º de janeiro a 30 de junho, a unidade apreendeu 54 armas de fogo. "Até 21 de julho, o Denarc já recolheu mais quatro, fechando 58. Apreendemos muitas armas porque no combate ao tráfico de drogas o traficante geralmente tem armas e drogas. O Denarc também acaba por prender em várias operações autores de homicídios, de assaltos, entre outros. É por isso que o trabalho de combate ao tráfico acaba por prevenir a ocorrência de outros crimes e isso tem contribuído para a diminuição dos índices de violência", enfatizou.
Um consenso entre os policiais é o aumento expressivo do número de menores de idade envolvidos em diversos tipos de crimes. "De três anos pra cá, o GATI apreendeu vários adolescentes armados e o que mais nos causa surpresa é que eles estão sendo flagrados com armas de uso restrito das polícias", disse o major George.

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