Milton Alves Júnior
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Vândalos voltaram a invadir o terminal de integração do Distrito Industrial de Aracaju, DIA, para provocar danos materiais para o patrimônio público municipal. Desta vez, os banheiros do espaço tornaram-se alvo dos meliantes que, além de promover pichações, também danificaram torneiras, lâmpadas, destruíram parcialmente as paredes e deterioraram artigos de louças e cerâmicas como azulejos e vasos sanitários. O fato foi confirmado por gestores da Prefeitura de Aracaju que tiveram conhecimento dos fatos na manhã de ontem após constatação feita através de usuários do sistema e agentes da Guarda Municipal de Aracaju (GMA). Até o início da noite a administração não havia divulgado o valor real do dano causado.
Diante da ocorrência, comerciantes que trabalham no espaço e passageiros que transitam todos os dias pelo terminal mostraram-se preocupados com a ousadia adotada pelos grupos de vândalos que a cada novo tempo não demonstra mais temor à presença de agentes públicos de segurança. Indícios levam a crer que a invasão ocorreu durante a madrugada quando não existia nenhuma viatura, muito menos agentes da GMA para garantir a integridade física e estrutural do terminal. A falta de câmeras de segurança, alarmes ou outros itens de monitoramento contribuiu para a reincidência dos casos na capital sergipana.
Para o vendedor Augusto Miguel, essa ação foi premeditada por aqueles que conhecem o local e sabem da constante falta de fiscalização ostensiva. "Aqui até um dia desse não tinha uma iluminação no mínimo adequada, imagine ronda durante a noite e câmeras de segurança. Se o prefeito quer que isso não volte a acontecer, é preciso que amplie o número de agentes dedicados apenas para garantir que o terminal não seja destruído por esses marginais que vivem para acabar com o que é nosso", disse.
Conforme estatísticas apresentadas pela Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), apenas este ano já foram investidos cerca de R$ 40 mil para o reparo de toda iluminação e dos banheiros. A perspectiva é que, a partir deste mês de agosto fosse iniciada a segunda etapa da obra que prevê investimentos de mais R$ 80 mil, totalizando R$120 mil.
Esta não é a primeira vez que problemas como esses são registrados. Na madrugada do dia 20 de julho um caso semelhante ocorreu no terminal, na ocasião houve a destruição de vasos sanitários, pias, portas e pichações. Receoso para citar os problemas vivenciados diariamente no terminal, o estudante universitário Oscar Rodrigues Filho garante que a situação é ainda mais agravante para as milhares de pessoas que necessitam passar pelo espaço durante o período noturno. "É de ficar mesmo com medo porque aqui o problema não é só a estrutura ruim, na realidade isso é o de menos; o grande problema mesmo é a falta de fiscalização. Se tivesse mais guardas municipais em atuação, certamente não aconteceria isso. Aqui tem roubo de celular direto, mas a situação nunca muda. É sempre a mesma", afirmou.
Retrocesso – A Assessoria de Comunicação da SMTT lamentou os fatos e avalia a ocorrência como falta de educação por parte daqueles que promoveram as ações. De acordos com Flavio Vasconcelos, essa foi a terceira vez que um terminal de integração em reforma contabiliza atos de vandalismos muitas vezes praticados por usuários do próprio sistema público. "O que nos deixa chateado é saber que estamos trabalhando para melhor atender à população, e acontece de uma minoria invadir os terminais, principalmente os banheiros, e provocar destruição do patrimônio. Assim aconteceu com o terminal da Maracaju e com o da Atalaia que menos de 48h após o fim da obra já começava a registrar ação de vândalos", disse.
Ainda de acordo com o assessor, é preciso que as pessoas possuam mais consciência quanto à importância de permanecer mantendo o espaço sempre limpo e dentro de condições humanas de uso. "Precisamos da parceria de todos os aracajuanos e demais usuários do transporte público para que possamos manter todas as dependências dos terminais sempre adequadas para uso. A denúncia, caso alguém flagre uma situação lamentável é sempre bem vinda, mas o mais importante é que os vândalos mal educados passem a preservar um local que também é dele", pontuou Flávio.


