A Corregedoria da Polícia Civil (Corregepol) abriu um inquérito para apurar uma briga de trânsito ocorrida na noite do último sábado, que envolveu três policiais: um agente lotado na própria Corregepol foi acusado de quase atropelar um casal de militares lotados no Batalhão de Polícia de Radiopatrulha (BPRp). O incidente, que repercutiu nas redes sociais ao longo do final de semana, aconteceu em uma rua paralela à Avenida Heráclito Rollemberg, próximo à Praça da Juventude, no conjunto Augusto Franco (zona sul). Além do quase-acidente, houve discussão acirrada entre as partes, que trocam acusações e alegam ter sofrido agressões verbais e físicas.
Ontem de manhã, os envolvidos compareceram à sede da Corregepol, no São José, onde prestaram depoimento à delegada Teonice Alexandre. Antes, o casal de PMs prestou um exame de corpo delito no Instituto Médico-Legal (IML), como consequência do boletim de ocorrência prestado na Delegacia Plantonista pela policial feminina, que está grávida de cinco meses e chegou a ser internada na Maternidade Santa Isabel, por causa de uma crise nervosa. Ela recebeu alta no domingo e passa bem.
O soldado da PM disse que pegou a namorada para jantar e passava de moto pela rua quando teve que desviar de um VW Voyage que saía bruscamente de uma garagem. O militar então gritou com o motorista para que ele prestasse atenção. Segundo a versão do PM, o agente saiu atrás da moto, emparelhou com ela e abriu a porta do carro, derrubando o casal. Em seguida, o civil passou a tirar satisfações, deu um tapa no rosto do militar e um empurrão na mulher. Ao ver que o oponente estava armado e que a namorada estava muito nervosa, o soldado disse que procurou manter o controle e avisou do incidente aos colegas que estavam de serviço. O agente da Civil então saindo local, mas ofendendo e fazendo ameaças aos PMs.
Já o policial civil deu outra versão: afirma que estava saindo de casa quando freou em cima da moto e pediu desculpas, mas foi xingado pelos dois PMs. Segundo o agente, o condutor da moto empurrou o dedo em seu rosto e fez com que ele abrisse a porta do carro. Em seguida, quando abriu a porta do carro, ele foi empurrado pela namorada do militar. O agente frisou ainda que não fugiu do local do incidente e que apenas reagiu às agressões do casal. Ele ainda frisou que o caso foi uma briga de trânsito e não um conflito entre as polícias Civil e Militar.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a Corregepol vai ouvir os depoimentos de todas as testemunhas da confusão e encaminhar o inquérito à Justiça nos próximos dias. A assessoria do órgão diz que o policial civil acusado não será afastado do serviço da Corregepol, mas terá sua conduta apurada pela equipe de Contencioso Criminal, comandada por Teonice e à qual ele não está subordinado. (Gabriel Damásio)


