Ex-funcionários da Bomfim ainda não receberam direitos trabalhistas

Um grupo de ex-funcionários do Grupo Bomfim se reuniu na manhã de ontem em frente ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em Aracaju, novamente com o propósito de exigir do poder judiciário o repasse imediato dos direitos trabalhistas que são batalhados desde o mês de julho de 2013. Dados apresentados pela categoria mostram que apenas 10% dos cerca de 1,2 mil ex-funcionários dos grupos receberam o dinheiro até o momento, com isso, a proposta do grupo é permanecer mobilizados até que as dívidas trabalhistas sejam quitadas conforme desejado pelos ex-funcionários.
Muitos dos manifestantes fizeram parte da empresa Viação Cidade de Aracaju (VCA), quando este grupo que também fazia parte da família Bomfim perdeu a concessão para atuar no transporte coletivo da Grande Aracaju. Vivenciando momentos de dificuldade financeira, Enilson Barbosa, um dos porta-vozes dos trabalhadores disse ter recebido informações que indicavam novidades positivas para o caso já nesta última semana de outubro. A fim de acompanhar os últimos encaminhamentos para esta causa, ele disse ter dialogado com alguns ex-colegas de trabalho e seguiu para o TRT de Sergipe com a esperança de receber os respectivos direitos.
"Vivemos nessa expectativa e a nossa presença aqui é mais que natural para essa ocasião. Não posso deixar de pressionar o poder judiciário e lutar pelos meus direitos. Infelizmente o que percebemos nesse Brasil é que as leis são para todos, mas aplicadas apenas junto aos meros trabalhadores mortais", lamentou. A demora na conclusão do processo gera impaciência e reclamação generalizada contra os juízes do TRT. Na avaliação feita pelo ex-cobrador Leonardo dos Santos, é preciso que a justiça sergipana seja tão eficiente quanto nos momentos de deflagração de greve irregular.
"O que me chama a atenção é que para deflagrar uma greve ilegal o tribunal às vezes não demora mais de 15 dias, mas para fazer com que as empresas caloteiras nos paguem demora mais de dois anos. O jeito é esperar uma definição final e continuar aqui pressionando sempre que possível. Espero que dessa vez o final dessa situação drástica toda esteja realmente se aproximando", afirmou.

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