Após 18 horas de júri, irmãos são condenados por morte de idoso

Os agricultores José Genivaldo de Oliveira, 51 anos, Josué de Oliveira, 52, e José Gileno de Oliveira, 52, foram condenados pelo assassinato do aposentado Antônio dos Santos, o ‘Tota de Percílio’, morto a tiros em 14 de abril de 2013 no povoado Cruz das Graças, em Nossa Senhora Aparecida (Agreste). A sentença saiu de madrugada, às 3h10 de ontem, depois de 18 horas de julgamento realizado no Fórum Maurício Graccho Cardoso, em Itabaiana. Por maioria, os jurados consideraram que os três irmãos são culpados pela morte do idoso, ocorrida após ele ter reclamado do som alto que vinha do carro usado pelo filho adolescente de um dos réus, em um bar situado na frente da casa da vítima.
Apesar do veredicto, as penas aplicadas pelo juiz Marcelo Cerveira Gurgel, da 2ª Vara Criminal de Itabaiana, foram diferentes, porque Gileno e Josué foram absolvidos da acusação de porte ilegal de arma, respondendo apenas pelo homicídio qualificado por motivo fútil. Gileno ficou com a menor pena: 11 anos e quatro meses de prisão, pois os jurados entenderam que "houve uma menor participação do réu na empreitada criminosa". Josué, por sua vez, foi punido com 17 anos de cadeia, tendo a pena aumentada em seis meses por causa da idade avançada de ‘Tota’, que tinha 78 anos quando foi assassinado.
Logo, a maior pena ficou para Genivaldo, apontado como o homem que portava uma escopeta e disparou os tiros dentro da casa do aposentado, a qual foi invadida pelos réus. Um dos tiros acertou a garganta de Antônio, matando-o na hora. Culpado pelo homicídio e pelo porte de arma, o réu admitiu estas acusações durante o interrogatório e foi condenado a 19 anos e três meses de reclusão, mais o pagamento de 12 dias-multa.

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