Taxistas de cooperativas fazem novo protesto no centro

Milton Alves Júnior
miltonalvesjunior@jornaldodiase.com.br

Taxistas alternativos que atuam nos bairros Coroa do Meio, Augusto Franco e na Zona de Expansão de Aracaju, realizaram na manhã de ontem mais um ato público no centro da capital sergipana a fim de pressionar o prefeito João Alves Filho a conceder uma licença de atuação para os trabalhadores. Sem o apoio pleiteado, os manifestantes alegam que agentes da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), estariam perseguindo os motoristas e aplicando multas a condutores primários de forma indevida. Diante da ausência de solução para os pedidos, o grupo garante que permanecerá se mobilizando até que os atuais gestores cumpram com o que foi prometido na campanha eleitoral de 2012.

Conforme denunciado pela categoria, ao buscar o apoio do prefeito, e da secretaria Maria do Carmo Alves, foi informado que apenas os vereadores na Câmara Municipal de Aracaju (CMA), podem colaborar com a criação de uma emenda que regularize o serviço alternativo. Por outro lado, ao chegar na casa do legislativo municipal, os taxistas são informados que, para alterar as leis municipais, o próprio poder executivo, ou seja, o prefeito João Alves, deve encaminha um projeto de alteração, para só em seguida ser levado à apreciação e votação dos vereadores. Sem colaboração real de ambos os lados, os taxistas alternativos continuam na mira da SMTT por serem julgados como: clandestinos.

O presidente da Cooperativa dos Taxistas do Augusto Franco, Carisvaldo Santos, informou que no mês de agosto de 2012 o grupo foi procurado pelo atual prefeito para que pudessem discutir a situação da categoria em troca de um apoio eleitoral. "Aceitamos a proposta, acreditamos no programa de solução para os antigos problemas e o que percebemos desde que João se elegeu é que ele mesmo tem dado às costas para nós. Ele garantiu que mesmo não conseguindo nos cadastrar, ele não iria prejudicar ninguém. Hoje a gente vivência momentos de pânico quando a própria SMTT e a Guarda Municipal aborda a gente. Humilhação é o que a gente tem sentido na pele desde que ele assumiu o mandato", lamentou.

Prosseguindo com as denúncias, o representante da cooperativa detalhou a forma como a SMTT estaria agindo para flagrar e deter o direito de trabalho do contribuinte que reside nas áreas menos favorecidas. Segundo Carisvaldo, veículos sem nenhuma identificação do órgão ficam posicionados em pontos estratégicos apenas aguardando o momento exato para repassar as informações para viaturas que também ficam estacionadas nas intermediações dos bairros. "Os agentes estão mesmo com a ideia de tirar o nosso ganha pão. O que o prefeito não entende é que a população pede a continuidade do nosso trabalho porque nenhum taxi bandeirinha quer entrar no Santa Maria depois das 19h30. Nós somos os que dão assistência porque o transporte de ônibus coletivo não presta", pontuou.

Esclarecimentos – De acordo com a Câmara Municipal de Aracaju, e Sindicato dos Taxistas de Sergipe, atualmente a capital conta com o número máximo de vagas ofertadas para trabalhadores desde seguimento de serviço. Ao todo são exatos 2.080 veículos credenciados. Para alterar esse número é preciso que a cidade aumente a quantidade de moradores, conforme exige a legislação municipal. Nos últimos três meses, mais de 50 táxis avaliados como clandestinos foram apreendidos. No quesito multas, cerca de 80 autuações já foram aplicadas.

Compartilhe esta notícia