Gabriel Damásio
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O vigilante Luiz Carlos dos Santos, 46 anos, que foi baleado durante a tentativa de assalto contra a papelaria Shopping do Estudante, no conjunto Leite Neto (zona sul de Aracaju), morreu por volta das 20h de anteontem, enquanto passava por uma cirurgia de emergência no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse). Ele não resistiu aos ferimentos causados pelos quatro tiros de pistola que levou na perna, no abdômen e na cabeça. O corpo dele foi enterrado ontem de manhã no cemitério São João Batista, no Castelo Branco (zona oeste), após ser velado na residência da família, no mesmo bairro.
Luiz estava trabalhando na loja e reagiu à abordagem de dois homens que chegaram ao local de bicicleta, anunciaram o assalto e tentaram tomar o colete dele. Armado com um revólver calibre 38, o vigilante deu dois tiros no homem que tentou tomar-lhe o colete, mas acabou baleado pelo comparsa, que fugiu logo em seguida. Imagens do circuito interno de TV da loja, divulgadas ontem pela polícia, mostram que o criminoso, antes de fugir, pegou dois objetos junto ao corpo de Luiz, indicando que a arma pode ter sido roubada. Até a noite de ontem, o bandido não foi identificado.
Ontem, a polícia confirmou que o suspeito morto no assalto é o detento Heraldo Reis de Alcântara Filho, 22 anos, acusado de chefiar a quadrilha de assaltantes conhecida como ‘Gangue dos Playboys’. Ele morreu antes da chegada do socorro médico e também foi sepultado ontem. No último domingo, Heraldo fugiu do Complexo Penitenciário Carvalho Neto (Copemcan), em São Cristóvão (Grande Aracaju), depois de pular uma cerca. A Secretaria Estadual de Justiça (Sejuc) abriu sindicância para apurar as circunstâncias da fuga e as denúncias de que ele teria recebido supostos privilégios dentro da cadeia.
Já o assalto à papelaria começou a ser investigado pela 1ª Delegacia Metropolitana (1ª DM), no Leite Neto, onde o delegado Marcelo Cardoso deve ouvir hoje algumas testemunhas. O caso foi enquadrado como latrocínio (roubo seguido de morte). Ontem, as duas lojas do Shopping do Estudante não funcionaram e tiveram as portas pichadas em preto com as palavras "Luto" e "Justiça". A direção do Sindicato dos Vigilantes de Sergipe (Sindvigilante) lamentou a morte de Luiz Carlos e pediu que as empresas contratantes dos serviços de vigilância não atribuam outras funções aos profissionais da categoria, a fim de que eles fiquem exclusivamente concentrados na vigilância dos estabelecimentos.


