João paga folha da Saúde para acabar greve

Milton Alves Júnior
miltonalvesjunior@jornaldodiase.com.br

A classe médica entrou em greve ontem na capital sergipana, conforme prometido pela categoria após aprovar por unanimidade o movimento durante assembleia extraordinária. Com a suspensão parcial dos serviços, agora, os profissionais da medicina se unem aos Enfermeiros, Psicólogos e Assistentes Sociais que encontram-se de braços cruzados desde a manhã da última segunda-feira, 01. Além do atraso salarial, os servidores alegam que estão sofrendo com as precárias condições de trabalho oferecidas pela Prefeitura de Aracaju; não estão recebendo de forma constitucional o terço de férias; e permanecem sem receber as horas extras contabilizadas ao prestar serviços para o programa ‘Horário Estendido’, criado pela Secretaria Municipal de Saúde (SES).

Aglomerados na entrada principal da Unidade de Pronto Atendimento Fernando Franco, no conjunto Augusto Franco, os funcionários que atendem ao Sistema Único de Saúde de Aracaju protestaram e chamaram a atenção da população para os descasos que vêm sofrendo com maior intensidade desde o segundo semestre de 2014. Atrasos salariais que ocorriam até o quinto dia útil dos meses subsequentes ao trabalhado, registraram amplo agravante, e no mês passado, por exemplo, o benefício referente ao mês de dezembro só foi repassado no dia 21. Diante deste agravante, os movimentos sindicais pretendem permanecer parados até que o salário de janeiro seja devidamente depositado na conta do cidadão trabalhador.
Conforme Shirley Morales, presidente do Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Sergipe (SEESE), como a prefeitura não paga os servidores em dia, a meta é permanecer de braços cruzados e brigar pelos diretos que a constituição dispõe.

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