Milton Alves Júnior
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Professores que lecionam na rede municipal de Aracaju deflagraram paralisação total das atividades até a próxima sexta-feira, 19. A decisão foi aprovada por unanimidade pela categoria durante assembleia geral realizada na manhã de ontem na sede do Sindicatos dos Profissionais do Ensino do Município de Aracaju (Sindipema). Conforme apresentado pela direção sindical logo após a votação, os docentes decidiram pela suspensão das atividades educacionais diante da constante falta de segurança para a comunidade escolar e recorrentes atrasos no pagamento salarial da categoria. Caso a Prefeitura de Aracaju permaneça sem apresentar contrapropostas para o Sindipema, os professores não descartam a possibilidade de greve por tempo indeterminado.
A categoria segue pressionando o prefeito João Alves Filho para que o gestor possa se unir com a classe trabalhadora e apresente soluções reais para os problemas que acabam interferindo e prejudicando mais de 150 mil pessoas, entre servidores, pais e alunos. Uma nova assembleia está prevista para ocorrer na manhã desta sexta-feira. No encontro os sindicalistas irão analisar os efeitos desta paralisação e botar em votação a opção de deflagrar greve. Esta é a quinta categoria que apresenta insatisfação com a atual gestão municipal, e que encontra-se em estado de greve. Enfermeiros, médicos, dentistas, e agentes da SMTT, também não descartam greve.
Na avaliação feita por Adelmo Menezes, presidente do Sindipema, os dois primeiros meses deste ano de 2016 conseguiu começar pior que todo o ano de 2015, e tão irregular quanto ao trimestre final de 2014. Ele garante que os educadores não possuem interesse em cruzar os braços, mas reafirma que a atual forma de governo João Alves tem induzido os profissionais a adotar a medida extrema. "Não podemos e não iremos continuar esperando por direitos que não são cumpridos junto a nós trabalhadores. A educação da capital está um caos e precisamos do apoio da população para que juntos possamos batalhar por melhoria nesse sistema. É evidente a insatisfação dos servidores em geral com esse governo que aí temos", declarou.
"Como é que a prefeitura recebe um dinheiro do Governo Federal e mesmo assim atrasa o pagamento do servidor? O sindicato busca avanços junto ao prefeito, mas eles dizem que estão passando por dificuldade. Aí fica o professor sofrendo, o aluno sofrendo e a educação cada vez mais decadente", afirmou. A direção do Sindicato dos Profissionais do Ensino do Município de Aracaju decidiu expor a ocorrência junto ao setor de fiscalização do Ministério Público Estadual (MPE), Ministério Público Federal (MPF), e ao Tribunal de Contas do Estado de Sergipe (TCE/SE). "Temos que continuar nas ruas lutando pelos nossos direitos e acionar a justiça. Estamos unindo forças para acabar com esse mal que prejudica a educação pública de Aracaju e da prefeitura da nossa capital", pontuou o docente.


